Roberto de Andrade dedicou 36 anos de sua vida ao comércio de veículos. Aprendeu caminhos para comprar e vender por bons preços. Virou um negociador nato. Nesse período, levou a sério o simples lema de “gastar menos do que consegue arrecadar”. Hoje, aos 54, ele é presidente do Corinthians e tenta aplicar a experiência de um bem-sucedido empresário ao desafio de colocar em ordem as contas de um dos maiores times do país.
– Conto com isso como se fosse um título. Libertadores e Paulista para minha história pessoal são tão importantes quanto deixar o clube sanado. Levanto como se fosse um troféu também – afirmou o mandatário do clube alvinegro.
Eleito presidente há pouco mais de dois meses, com 1.848 votos, Roberto promete seguir à risca o que aprendeu como comerciante. Gastar menos significa cortar despesas. Resultado: mais de 20 funcionários foram demitidos desde a troca de poder e outros podem sair em breve para aliviar a dívida de R$ 300 milhões – sem contar o financiamento para a construção do estádio. Até os gastos com energia e água estão sendo controlados.
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Entrar no Canal – Temos de ter a cultura de sempre gastar o mínimo possível para a execução de qualquer trabalho. É uma mudança de filosofia, trabalhar com menos gente. Não existe um limite, mas, de hoje até o fim do mandato, é para gastar cada vez menos – disse.

– Não existe jogador invendável. Qualquer oferta sendo boa para o clube e se o jogador quiser sair, tem de vender, independentemente se necessita ou não.
Um dos articuladores da contratação de Alexandre Pato quando ainda era diretor de futebol, o novo mandatário alvinegro prefere não colocar um ponto final na história do atacante no Corinthians. A ideia continua sendo de vendê-lo assim que acabar o empréstimo com o São Paulo, em dezembro. Mas…
– Se não for negociado, o que faço com ele? Tem de voltar – cravou.
Fonte: Globo Esporte









