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As marcas de Marquinhos: conheça a meteórica carreira do zagueiro do PSG

Danilo Vieira Andrade

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Marquinhos: titularidade e gols no PSG / Crédito: 

AFP

Quando foi anunciada a última lista de convocados para a seleção brasileira de 2013, o zagueiro Marquinhos contabilizava dez jogos e três gols pelo Paris Saint-Germain. E era a primeira vez que tinha seu nome relacionado entre os escolhidos de Luiz Felipe Scolari. Esse retrato mostra o quão meteórica é a carreira desse jogador, que em janeiro de 2012 levantava a Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Corinthians, clube em que foi formado.

No ano anterior, ele já havia sido chamado pelo técnico Tite para compor o elenco principal. O título da Copinha poderia sugerir uma entrada mais acelerada no time profissional.

Marquinhos na Roma: adaptação imediata / Crédito: 

AFP

Mas o futuro reservava grandes saltos na trajetória de Marquinhos. Ele foi contratado pela Roma. E, aos 18 anos, teve uma adaptação quase que instantânea em gramados europeus. Logo virou titular no time italiano. Dez meses depois, na primeira janela de transferências, o Paris Saint-Germain resolveu investir R$ 101,5 milhões para tirá-lo da Roma.

Com tudo tão rápido, Marquinhos ainda parece viver o sonho sem se dar muita conta. ‘Acaba sendo difícil de a ficha cair e de entender aonde cheguei com apenas 19 anos. Sempre sonhei com o melhor. Mas da maneira como foi não imaginava. Você olha para o lado e vê grandes nomes, escuta o hino da Champions League. Momentos assim te ajudam a compreender um pouco, mas, muitas vezes, não acredito’, diz.

Aos 19 anos, chega ao PSG, por 35 milhões de euros / Crédito: 

Divulgação

A imagem descrita pelo jogador remete à sua estreia com a camisa do PSG, quando inclusive marcou um gol na vitória por 4 x 1 sobre o Olympiakos, pela Liga dos Campeões. Mas nem tudo são flores. Houve percalços. Ele chegou ao clube com uma infecção intestinal e revela que temeu que a negociação não se concretizasse. ‘Perdi 6 quilos. Eu mesmo avisei o clube. Claro que fiquei com medo de não dar certo. Mas todo mundo me entendeu e teve muita paciência comigo’, conta.

Ele afirma que, se o projeto do PSG é bom, o ambiente entre os jogadores é ainda melhor. ‘Os brasileiros todos são parceiros, mas o Lucas acaba sendo o mais perto. Ele vive um momento parecido, tem a mesma idade. Acaba tendo mais afinidade’, afirma.

Um dos brasileiros joga a seu lado na zaga: Thiago Silva, a quem tem como ídolo, além de outras duas referências de infância, o italiano Fabio Cannavaro e o brasileiro Juan. ‘Recordo muito desses dois. Mas, depois, vi o Thiago Silva. Ele foi um dos fatores para eu vir para o PSG. Aprendo todos os dias. E já percebo minha grande evolução.’

O desenvolvimento parece ter agradado ao técnico da seleção brasileira, responsável por mais uma marca na carreira de Marquinhos, com a convocação para os amistosos com Honduras e Chile. Disputar um Mundial está na mira do jogador e, pelos saltos profissionais que deu até o momento, não parece uma meta distante. ‘O que eu estou vivendo é sonho, mas com os pés no chão. Sei que tenho que crescer e que também tenho que querer mais. Não dá para dizer se minha Copa é esta ou a próxima. Tenho que viver o momento’, diz.

Marquinhos, o foguete / Crédito: 

Ilustração Milton Trajano

Fonte: Placar