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Na última coletiva, Tite descreve os três anos e meio no Timão: ‘PQP’

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

Tite faz última coletiva como técnico do Corinthians no CT e brinca com painel de fundo (Foto: Marcos Ribolli)

Pela última vez, Tite sentou na sala de coletivas e foi sabatinado pelos jornalistas que cobrem o dia a dia do Corinthians. O treinador vai dirigir o time em sua despedida neste sábado, contra o Náutico, às 19h30 (horário de Brasília), na Arena Pernambuco, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Bastante sorridente, ele já começou a entrevista agradecendo por todo o carinho que recebeu de todos que o cercam no clube. Depois, no ponto alto da conversa com os repórteres, resumiu em um palavrão a intensidade com que viveu os três anos e meio à frente do Corinthians: “PQP”.

Um resumo em poucas palavras dos anos no Corinthians
“Em duas palavras, três, num palavrão, ‘PQP’! Em termos profissionais, numa linguagem mais rebuscada, foi um momento mágico. O ‘PQP’ é um troço legal. Não tem nada a ver com o significado, mas sim com a entonação. Filmaço. O outro é magia. Três anos e pouco que foram mágicos… Até quando não conquistamos nada. Tivemos aquele momento contra o Boca, foi extraordinário. Contra o Internacional nem sei se teve jogo, era Alessandro toda hora, Tite toda hora”.

Última coletiva, último treino. Já limpou o armário do CT?
“Quando o cara começa a limpar, traz uma sacola… Estou pegando ali meu material, tênis, tudo, ai tu vai desfazendo a gaveta, olha, é a ultima. Agora a gente tava ali, foi o último treino, e aí bate (a emoção). Você começa a ver todo o filme de quando chegou, estava na véspera de um jogo. Como é legal o convívio, se eu consegui ser legal com você é porque todos foram legais comigo. Vou sentir muito o vestiário”.

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Presente para Alessandro: pênalti
“Na hora do jogo é dar a vida, como sempre falei. Coloquei o Alessandro pra treinar penalidades, ele não é um dos primeiros, mas teve batidas contra São Paulo, Palmeiras, Grêmio, porque ele se sentindo bem será o batedor, é seu último jogo, se houver um pênalti ele vai bater”.

Última preleção
“Teremos a parte tática normalmente. Não sei como vai ser a preleção pelo lado emocional, Talvez seja de poucas palavras.”

O que falar para o futuro treinador, Mano Menezes
“O que posso fazer é pedir que o torcedor, que o Corinthians, que seu grupo de funcionários, enfim, que todos façam exatamente igual com o novo treinador o que fizeram comigo. Que possam dar apoio, carinho, consideração.  Emprestar todo esse apoio, estar ao lado nos momentos difíceis. Façam exatamente dessa forma que é muito legal. Ele tendo isso e um bom ambiente do trabalho, vai desenvolver todo o seu potencial.”

Fonte: Globo Esporte

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