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Clube elogia, mas Tite critica, e Corinthians deve procurar nova casa de aluguel

Danilo Vieira Andrade

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Corinthians terá que jogar fora do Pacaembu pelo menos mais três jogos como mandante no Brasileirão | Gazeta Press

Escolhido para substituir o Pacaembu em dois dos quatro jogos de punição impostos ao Corinthians graças a uma briga de torcidas em jogo com o Vasco, neste Campeonato Brasileiro, em Brasília, o Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, deve ser descartado pelo clube paulista. 

O campo instalado no Interior a princípio foi adotado pela proximidade: está a mais de 100km de São Paulo, como exige a suspensão dada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD -, mas nem tão distante, a menos de 200km da capital do estado.

Alguns fatores, porém, pesam contra o ‘Romildão’. O estádio é pequeno e comporta apenas 19 mil pessoas. Nessa quarta-feira, na primeira partida do Corinthians no local, contra o Bahia, pouco mais de dez mil estiveram presentes, proporcionando uma renda de R$ 223.758,00.

Bem menos do que o clube recebeu na última partida no Pacaembu, R$ 846.011,00, contra o Cruzeiro, quando o estádio não estava completamente cheio e 27 mil de 37 mil entradas foram vendidas. Além disso, o campo em Mogi conta com apenas dois refletores e tem iluminação precária.

Antes do jogo com o Bahia, dirigentes corintianos citavam a qualidade do gramado como um ponto positivo do Romildo Ferreira, mas esse argumento veio por terra ao final da partida, quando o técnico Tite falou exatamente o contrário. ‘Esse gramado não favorece a qualidade do passe. Infelizmente, a qualidade da jogada de articulação fica prejudicada, o campo não dá essa condição. Gosto muito do pessoal de Mogi, mas não está legal’, disse o treinador.

O Corinthians já tem mais um compromisso do Brasileirão marcado para o local, na próxima quarta, contra o Atlético-PR. Depois disso, os outros dois duelos a serem disputados fora do Pacaembu, dia 19 de outubro, contra o Criciúma e dia 27 de outubro, o clássico contra o Santos, devem acontecer em outra cidade. A diretoria quer ouvir os jogadores e Tite sobre a experiência em Mogi, e o técnico já tem seu parecer. ‘Vamos conversar com a direção para ver a possibilidade – de mudar o local de jogo.’

Além destes jogos, o Corinthians pode ser obrigado a fazer outras partidas em uma casa alternativa. Isso porque o clube foi punido com a perda de mais dois mandos na Copa do Brasil por uso de sinalizadores pela torcida em confronto com o Luverdense, no Mato Grosso e pode pegar outro gancho graças ao arremesso de uma garrafa plástica na cabeça de um bandeirinha na derrota para a Portuguesa, domingo passado, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Fonte: ESPN