Pouco se conhecia sobre o jovem Romarinho antes de sua chegada ao Corinthians. Como se fosse uma profecia, coube ao então recém-contratado atacante do Bragantino contribuir pontualmente para a conquista invicta e inédita da Copa Libertadores. Nesta segunda-feira (24), um ano depois, a Fiel relembra a marcante estreia do carismático Romarinho, em que marcou dois gols sobre o rival Palmeiras.
Romário Ricardo da Silva, nascido em Palestina-SP, no dia 12 de dezembro de 1990, não tinha a dimensão do que aconteceria em sua vida, quando ainda no vestiário o técnico Tite anunciou os 11 que iniciariam a partida contra o Palmeiras pela sexta rodada do Brasileirão de 2012. Mesmo com o primeiro gol palmeirense, Romarinho deu seu cartão de visitas aos 33 minutos do primeiro tempo, com um golaço de letra. No segundo tempo, aos 10 minutos, em uma finta de corpo, o estreante driblou o lateral Cicinho e acertou um belo chute no ângulo direito.
Feliz com a vitória sobre o maior rival, a Fiel passou a focar seus pensamentos na Bombonera, local da primeira decisão da Libertadores, contra o Boca Juniors, da Argentina. Não era esperado que alguém, além de Emerson, Danilo, Paulinho, entre outros, pudesse decidir o jogo, mas a possibilidade surgiu com a entrada de Romarinho.
Confiante em seu talento, Tite foi feliz. Após Paulinho roubar a bola de Riquelme, Emerson girou e lançou Romarinho, que com muita frieza silenciou a Bombonera. Corinthians 1, Boca Juniors 1. No estádio do Pacaembu, a histórica taça veio e o tímido e humilde Romarinho já estava na história do clube.
Grata surpresa dentro de campo, Romarinho logo se tornou febre nas redes sociais. Após o gol na Bombonera, nascia a frase “pq faz isso romarino?”. Foi o estopim do sucesso da página “C0r1nth14n5 m1L gr4u” no Facebook. Personagem principal, o atacante rapidamente caiu nas graças da Fiel.
Passado um ano de Corinthians, Romarinho atuou em 66 partidas, marcou 11 gols e conquistou três títulos: o Mundial de Clubes da FIFA e a Copa Libertadores, em 2012, e o Paulistão 2013.