Destaque no Campeonato Paulista, Paulinho pode deixar de ser companheiro de Ralf ainda em 2013 | Djalma Vassão/Gazeta Press
Enquanto o presidente Mário Gobbi e Paulinho negam veementemente a existência de uma nova proposta da Internazionale para contratar o volante do Corinthians e da Seleção Brasileira, Ralf já se prepara para perder o seu principal parceiro de meio-campo. “É inevitável”, chegou a declarar, na noite de segunda-feira.
“O Paulinho está fazendo por merecer isso faz tempo, indo à Seleção Brasileira e tudo. Se a proposta for boa, ele tem que sair mesmo”, aceitou Ralf, que até projetou a “sucessão” de seu companheiro no time titular corintiano. “Vai ser difícil. Estou ao lado do Paulinho há três anos e meio. Mas acho que o Guilherme ou o Edenílson vai dar conta do recado. Teremos uma reposição à altura.”
Paulinho ficou um pouco sem graça quando soube das palavras de Ralf. “Ele está falando isso em virtude do que vem acontecendo nos últimos dias”, justificou o ainda volante do Corinthians. “O Ralf só disse que achava natural eu ir embora depois de grandes conquistas. Mas não há nada de concreto nessa história”, insistiu. No início do ano, Paulinho recebeu – e recusou – uma oferta oficial da Inter de Milão. O volante tem adotado um discurso bastante comedido, chegando a fazer juras de amor ao Corinthians, para rebater a possibilidade de sair caso uma nova proposta do clube italiano se confirme.
Já Ralf está disposto a ser mais um a rumar para a Europa no futuro. “Recebi algumas sondagens, mas nenhuma concreta. Estou muito feliz no Corinthians”, sorriu o atleta de 28 anos, sem tanta certeza sobre uma longevidade ainda maior no Parque São Jorge. “Não sei o que está reservado por Deus para mim. Quero conquistar mais títulos no clube, mas, se for algo inevitável, pode ser que também chegue a minha hora de ir”, afirmou.
Por enquanto, Ralf se preocupa apenas em encontrar um substituto à altura de Paulinho para a contenção do meio-campo do Corinthians se destacar também no Campeonato Brasileiro. “Sei que posso até ser queridinho da torcida, mas não intocável no time”, ponderou. “Isso não existe no futebol. Se eu não mantiver o bom momento, serei sacado da equipe”, conscientizou-se.