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Romero diz que provocação ao Santos foi planejada: ‘Queria ver o que diziam sobre meu país’

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

O paraguaio Ángel Romero finalmente se manifestou sobre a polêmica que se envolveu com o Santos, no último domingo, após o empate em 1 a 1 no clássico. Na sala de imprensa do CT Joaquim Grava, o paraguaio argumentou que não quis ofender a equipe rival, mas sim testar a imprensa brasileira.




Segundo Romero, o desrespeito que jogadores estrangeiros sofrem no Brasil é uma preocupação. A provocação ao Santos, para ele, ofendeu apenas jornalistas, e não torcedores do Santos.

“Que não se entenda mal o que tratei de dizer. Gostaria de ver como vocês reagiriam, como vocês fariam polêmicas sobre isso, e vi que a maioria dos jornalistas, jornalistas… Não digo a torcida do Santos, mas os jornalistas se sentiram ofendidos, todos. Pelo visto vi que muitos jornalistas são santistas”, disse Romero.

“Faz quatro anos que estou aqui no Brasil, e as vezes que vocês me criticam dentro do campo, está tudo bem, perfeito. Aceito, as críticas me agradam, para melhorar, obviamente. Sei escutar as críticas. Mas quando vocês falam de minha nacionalidade, do meu país, de onde nasci e de onde minha família é, daí não vou permitir. Porque é extracampo. Outra coisa, fora da minha profissão, quero que só me critiquem pelo que faço dentro de campo, não pela minha nacionalidade. Queria ver o que diziam sobre meu país, e que comentários fariam sobre meu país”, completou o paraguaio.





Por fim, Romero desabafou sobre as ofensas que sofre sobre ser paraguaio. O jogador ainda citou Kazim e Balbuena para ilustrar as críticas mais ácidas para esses atletas em relação aos jogadores brasileiros.

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“Eu, supostamente, ofendi a um clube, que é o Santos. E vocês estão, na maioria, insultando um país, que é diferente. Uma nação. É totalmente diferente. Um clube é parte do futebol, tem esse folclore… Dizer a uma equipe que ela é menor que o clube que defendo. Mas se tratando de um país, uma nacionalidade, já é outra coisa. Não digo de agora. Faz quatro anos que estou aqui, e sinto que não só aqui no Corinthians se vê essa situação. Não só com Kazim, Balbuena e Romero. Mas com os estrangeiros que vêm jogar no Brasil. Tem de ter mais respeito com quem vem jogar aqui”, finalizou Romero.

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