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Rei do empate, Corinthians bobeia e cede nova igualdade ao Penapolense

Por | 27 de março de 2013
Emerson tenta o domínio em duelo contra o Penapolense (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)
O torcedor do Corinthians passou a semana na expectativa do clássico contra o São Paulo, domingo, e do duelo da Libertadores com o Millonarios, quarta-feira que vem, na Colômbia. Mas antes, um time misto montado pelo técnico Tite teve de enfrentar o Penapolense na noite desta quarta-feira, num Pacaembu meio cheio, meio vazio, num jogo meio quente, meio frio… No fim, mais do mesmo. Com bobeada de Edenílson e gol de Silvinho, o time do interior buscou o 1 a 1 e deu ao Timão seu oitavo empate no Campeonato Paulista em 15 jogos.
Mesmo com time misto, não era o que Tite queria antes do clássico e da Libertadores. O Corinthians foi aos 26 pontos e se instalou na quinta posição, ainda abaixo do objetivo traçado: o G-4. O curioso é que Silvinho, autor do gol do rival, foi formado nas categorias de base do clube alvinegro. De positivo, a boa atuação de Emerson Sheik, Romarinho e Jorge Henrique. A rotina de resultados iguais incomoda.
Do outro lado, o Penapolense só tem a comemorar. Com 21 pontos, o time subiu para a oitava posição e voltou à zona de classificação para a próxima fase. E mais: a modesta equipe treinada por Pintado está invicta no Pacaembu. Além do empate, uma vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, ainda nas primeiras rodadas do estadual.
O Corinthians volta a campo para enfrentar o São Paulo, domingo, às 16h (horário de Brasília), no Morumbi. Já o Penapolense vai a Mirassol enfrentar o time da casa, sábado, às 18h30.
Gol contra só melhora ambiente

Antes de o jogo começar, a impressão era de que o Corinthians podia até perder para o Penapolense que o torcedor continuaria feliz graças à goleada sofrida pelo Palmeiras – 6 a 2 diante do Mirassol. Mas o mistão alvinegro não decepcionou, e os corintianos se esqueceram do maior rival logo nos primeiros minutos.
O trio formado por Jorge Henrique, Romarinho e Emerson Sheik não sentiu falta de ritmo, de entrosamento, de qualquer outra coisa. Acostumado a jogar de armador nos tempos de Bragantino, Romarinho se sentiu à vontade para organizar e iniciar o lance que deu origem ao gol precoce, logo aos 4 minutos. Sheik recebeu passe do companheiro, dançou pela esquerda do ataque e buscou Guerrero na área. Heleno chegou antes e cabeceou contra o próprio gol: 1 a 0 Timão.
O Corinthians não se poupou para os jogos contra São Paulo, domingo, e Millonarios, na quarta. Em campo, um time com intensidade. Fábio Santos, duro em alguns lances, até levou cartão amarelo. No ataque, Sheik e Romarinho trocaram constantemente de posições, e o primeiro não temeu divididas – chegou a ser atendido pelo departamento médico após entrada dura de Jailton.
O clima de Libertadores cessou após a metade do primeiro tempo. Natural, pois não dava para manter o ritmo forte sem se cansar. O Penapolense cresceu, mas não teve criatividade e só apostou em bolas aéreas para o veterano Val Baiano. Nada que levasse perigo ao gol de Julio Cesar ou que incomodasse o torcedor no Pacaembu.
Coletivo de luxo termina em empate
Um treino coletivo de luxo marcou o segundo tempo. Não que isso seja ruim. Sem grandes responsabilidades, o Penapolense deixou o Corinthians jogar e apostou na tentativa de explorar o erro do adversário. Assim, o Timão tocou bola. Tocou, tocou mais um pouco, tentou alguns chutes a gol… Guerrero acordou e buscou mais jogo, mas parecia não estar no seu dia. De frente para o goleiro Marcelo, isolou a bola após cruzamento rasteiro de Guilherme.
O “treinamento” mostrou que os reservas do Timão conseguem manter o nível de posse de bola e troca de passes que o torcedor se acostumou a ver com os titulares. Até porque muitos dos que jogaram nesta quarta-feira já foram incontestáveis com Tite em algum momento da temporada passada.
O Penapolense deu algum trabalho, principalmente quando Val Baiano, visivelmente acima do peso ideal, foi substituído por Geuvânio. Com maior velocidade, o time do interior correu pelo empate e criou algumas chances, nenhuma tão perigosa. O problema é que o próprio Corinthians resolveu se complicar. Após saída errada de Edenílson, Silvinho apareceu sozinho na frente de Julio Cesar para empatar: 1 a 1. O técnico Pintado não viu o gol, pois havia sido expulso minutos antes.
Com pouco tempo para reagir, Tite lançou o garoto Giovanni, sem sucesso. Às vésperas do clássico com o São Paulo, o Corinthians somou seu oitavo empate em 15 jogos no Paulistão. O resultado teve valor bem maior para o modesto time do interior, na briga por uma vaga entre os classificados para a segunda fase.