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São Paulo leva promessa do Corinthians e pode ter boicote por aliciamentos

Danilo Vieira Andrade

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Bruno Dip foi aliciado pelo São Paulo

Depois de Coritiba, Ponte Preta, Vasco e Grêmio Prudente, o Corinthians é mais um clube a acusar o São Paulo de aliciamento de jogadores. Com convocação para a Seleção Brasileira Sub-15 no currículo, o lateral esquerdo Bruno Dip (98) não se reapresentou aos infantis corintianos na última semana. Dias depois, seu pai confirmou à direção alvinegra que o jogador já treinava com o time são-paulino Sub-15 em Cotia.

Paralelo a isso, na última terça-feira no Rio de Janeiro, ganhou força a possibilidade de alguma punição ao São Paulo pelos quatro casos já citados – exceto o Vasco, já que se entende que o clube descumpriu com suas obrigações ao atrasar os salários do lateral Foguete (96), agora são-paulino. Os encaminhamentos no sentido de punição foram tomados por dirigentes de Grêmio, Internacional, Bahia, Atlético-PR, Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Audax-SP, Palmeiras e os próprios Vasco e Corinthians. Alguns desses não participaram da reunião, mas sinalizaram a chance de um boicote ao São Paulo.

Os diretores das categorias de base dos clubes citados levarão a questão a seus presidentes em busca de respaldo, mas uma boa parte acredita poder dar sequência a um boicote aos são-paulinos, como já ocorreu com o Atlético-PR no último ano. A arma é utilizar a força dos clubes unidos e declarar que não vão participar de competições de base em que o São Paulo esteja. Uma decisão definitiva deve ser tomada no próximo encontro dos executivos, marcado para 11 de junho em Campinas. Considera-se razoável a possibilidade de os são-paulinos não participarem da próxima Taça Belo Horizonte Júnior, no meio do ano.

A decisão de não participar dos mesmos torneios que o São Paulo tem como objetivo não apenas a repressão à conduta do clube, mas também a proteção aos atletas. O Corinthians tem informações concretas de que o lateral Bruno Dip foi aliciado por um intermediário enviado por dirigentes são-paulinos à Copa Votorantim Sub-15, em janeiro. Na sequência, Bruno se reuniu com José Geraldo de Oliveira, gerente das categorias de base dos tricolores, e por fim com Adalberto Baptista, diretor de futebol.

Aos dirigentes do Corinthians, o pai do jogador declarou que o filho, que recebia R$ 500 mensais no Parque São Jorge, passaria a ganhar R$ 6 mil no São Paulo. Enquanto isso, a direção são-paulina adota três táticas: 1) silêncio. Os principais dirigentes não acompanharam a última edição da Future Cup, no fim de semana passado, e também não participaram da reunião de executivos no Rio. 2) questionar a validade do pacto entre os clubes. E principalmente, 3) confiar na força de Juvenal Juvêncio junto à CBF e Federação Paulista.

Prova disso é que, a partir da próxima sexta-feira, a Seleção Brasileira Sub-17 ficará duas semanas em preparação para o Sul-Americano, justamente, no Centro de Formação de Atletas de Cotia, que pertence ao São Paulo. Em um ano de administração de José Maria Marin, a Seleção principal também se hospedou em Cotia e disputou amistoso contra a África do Sul no Morumbi.

Fonte: terra