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No banco, Martínez alfineta Tite e espera entrar para curtir vitória

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

Martínez defendeu o Corinthians em 2012 e afirma ter sido mal escalado por Tite
Foto: Léo Pinheiro / Terra

Negociado pelo Corinthians com o Boca Juniors no início de 2013 por cerca de US$ 3,2 milhões (R$ 6,4 milhões), o argentino Juan Manuel Martínez voltou a culpar indiretamente o técnico Tite pelo período sem destaque vivido no clube alvinegro. O argentino disse nesta terça-feira que “fui para jogar de atacante e me colocaram de meia”, frase usada para sintetizar sua passagem pelo Parque São Jorge, a qual durou cerca de seis meses.

A partir das 22h (de Brasília) desta quarta-feira, Martínez reencontrará Tite e Corinthians na partida de volta válida pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, no Estádio do Pacaembu.
O jogador, que deixou São Paulo argumentando que permanecer no banco de reservas prejudicaria seu sonho de disputar a Copa do Mundo de 2014, curiosamente estará entre os suplentes do técnico Carlos Bianchi.
Questionado sobre o assunto na volta ao Brasil, Martínez disse que “sou um a mais” e que “se o técnico decide uma mudança há de se respeitá-la”. O atacante, titular na vitória por 1 a 0 do Boca Juniors sobre o Corinthians duas semanas atrás, no Estádio La Bombonera, perdeu a vaga na equipe com a recuperação do meia Juan Román Riquelme, que estava lesionado.
Em um esquema mais defensivo, Bianchi deve escalar nesta quarta um 4-4-1-1 formado pelos seguintes jogadores: Orion; Marín, Caruzzo, Burdisso e Clemente Rodríguez; Erbes, Somoza, Erviti e Sánchez Miño; Riquelme; Blandi.
Martínez, 27 anos, afirmou ainda que espera entrar em campo na partida no Pacaembu “para desfrutar da vitória, não para reverter o resultado”, caso este seja negativo ao Boca Juniors.
Argentinos brincam com “lei do ex” e possível gol de Martínez
O diário argentino Olé trata o tema Martínez com bom humor nesta quarta-feira, lembrando que o atacante é o único ex-atleta do Corinthians a defender o Boca.
O jornal cita a existência da “lei do ex”. Nas palavras do periódico, ela “consiste no estranho fenômeno do futebol no qual um jogador marca (gols) em uma equipe que faz parte de seu passado – quanto mais recente for essa etapa, mais efetiva (a lei) costuma ser”.

Fonte: terra

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