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Amor ou terror? Torcida corintiana se irrita e põe fim à ‘lua de mel’ com time

Danilo Vieira Andrade

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Mais de 21 mil pessoas foram ao Pacaembu na tarde deste domingo (Foto: Marcos Ribolli)
– Ô, ô, ô… Ou joga por amor ou joga por terror!
Há poucas semanas, parecia impensável. O clima no estádio do Pacaembu na tarde deste domingo não foi o mesmo ao qual o Corinthians está acostumado. Pouca festa, grande parte da torcida calada…
Sob muito sol e um calor de 32º C, a Fiel se irritou com os erros de finalizações do Timão. Os 21.354 pagantes pediram “raça e coração” durante todo o segundo tempo, mas assistiram a uma equipe que se atrapalhou dentro do próprio esquema tático. O Alvinegro criou oportunidades, mas novamente não fez valer o fator casa. Resultado: 2 a 1 para o Goiás.
Dominante em posse de bola, o Corinthians começou o jogo animando seus torcedores. A parceria entre Douglas e Alexandre Pato parecia que surtiria efeito em pouco tempo. Mas a falta de mira dos principais responsáveis pelos gols atrapalhou o Timão. De volta à equipe titular, Guerrero se irritava mais que a Fiel ao errar os próprios chutes.
– Não é mole, não… Já está na hora de voltar lá do Japão! – entoou uma das torcidas organizadas quando Leandro Vuaden apitou o fim do primeiro tempo.
Ao contrário das últimas três partidas (derrotas para Internacional e Botafogo, fora, e empate com o Náutico, em casa), o Corinthians incomodava o adversário. Rondava a área do Goiás a todo tempo e limitava as chances do time visitante a contra-ataques pouco perigosos. Com Fábio Santos inspirado, Tite concentrava as principais jogadas do Timão pela esquerda. Ainda faltava o arremate final.
Para a etapa complementar, o técnico perdeu o lateral. Igor, que era dúvida até horas antes do jogo, entrou para substituí-lo. Menos “elétrico” que no primeiro tempo, o Timão viu a situação piorar mais do que nunca aos 11 minutos, quando Hugo recebeu bom passe de Renan Oliveira e escapou da marcação de Paulo André para abrir o placar no estádio do Pacaembu.
As reações da torcida foram diversas: uma minoria passou a gritar mais alto, em busca de incentivo para a equipe, enquanto grande parte dos presentes no estádio perdeu de vez a paciência com a ineficiência do Timão. Notando a situação atípica, Tite sacou Paulo André e recuou o volante Ralf para a zaga, para a entrada de Emerson Sheik. Na primeira oportunidade, o camisa 11 furou quase em cima da linha do gol esmeraldino, desperdiçando a chance do empate. A irritação foi geral.
– P… que saudade… Quando o Corinthians jogava com vontade!
O empate veio, com desvio de Alexandre Pato após cabeceio de Gil, mas o Timão parecia ter destino certo para este domingo. Em novo vacilo da melhor defesa do Campeonato Brasileiro, Amaral desviou para a rede e fechou o placar a favor dos esmeraldinos. Silêncio no estádio do Pacaembu. Protestos de todos os tipos. Torcedores abandonando o estádio a alguns minutos do fim. E uma sonora vaia. A lua de mel, definitivamente, acabou.