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Andrés promete oposição forte na CBF e aponta favorito à sucessão de Gobbi

Danilo Vieira Andrade

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Hoje responsável pelas obras do novo estádio do Corinthians, Andrés Sanchez está longe de ter uma única ocupação. Influente no clube alvinegro e personagem importante no cenário nacional, ele faz oposição à atual gestão da CBF e ensaia uma revolução na Conmebol. Em entrevista ao UOL Esporte, o cartola promete que o rival de Marco Polo del Nero será definido ainda neste ano, e que Roberto de Andrade é seu pré-candidato para suceder Mário Gobbi.
A preferência do ex-presidente pode ser o fiel da balança para o diretor de futebol no agitado cenário político alvinegro. As eleições estão marcadas somente para o início de 2015, mas oposição e membros da situação se movimentam para a formação das chapas, que serão definidas no próximo ano.
“É o cara que eu acho que é… Bom, não vou falar que é candidato, porque tem de falar com o grupo, mas é um forte pré-candidato”, disse Andrés Sanchez, que chegou a tratar Roberto de Andrade como futuro presidente, e explicou sua opção. “Eu acho que o presidente tem de ter sido diretor de futebol uma época. É o que eu penso, não é a regra”, disse o ex-presidente corintiano.
Só que hoje ele também atua em outras frentes. Andrés é o nome mais visível de um grupo de oposição a José Maria Marin que se articula nos bastidores. O cartola diz ter apoio e, sem dar detalhes, promete uma definição sobre o assunto até o fim de 2013.
“Eu faço parte de um grupo que tem federações e clubes que querem lançar um candidato contra o Marco Polo. Porque o Marco Polo, eu entendo assim também, é um mal para o futebol. Agora, quem vai ser o candidato, é esse grupo de clubes e federações que vai escolher o cara”, disse Andrés, sem descartar que ele mesmo seja a opção.
Confira abaixo a íntegra da entrevista:
UOL Esporte: Andrés, como está a negociação dos naming rights do estádio?
Andrés Sanchez:
 Está tudo parado ainda, só conversando.
UOL Esporte: Você tem uma projeção de quanto o Corinthians pode ganhar com naming rights?
Andrés Sanchez:
 O Corinthians quer R$ 405 milhões, em 15 ou 18 anos. Deu? Deu. Se não deu vai abaixando. Uma hora vai ter de conseguir. É uma coisa nova no Brasil, ninguém tem essa experiência. Então ninguém sabe se é caro, se é barato.
UOL Esporte: As manifestações contra a Copa, em junho, atrapalharam de alguma forma?
Andrés Sanchez:
 Um pouco atrapalha. A pessoa tem medo de investir aqui. Fala: ‘Pô, todo mundo contra a Copa do Mundo, contra investir em futebol, e eu vou investir aqui?’
UOL Esporte: Por que o Dualib foi ao estádio?
Andrés Sanchez:
 Porque ele é ex-presidente do Corinthians, queria conhecer o estádio do Corinthians e foi lá. Qual é o problema? E eu fiz questão de ir lá vê-lo.
UOL Esporte: Mas foi um convite seu?
Andrés Sanchez: Ele queria vir há meses. Quem confirmou tudo para ele ir lá foi o André Luiz [Oliveira, ex-diretor administrativo do clube e braço direito de Andrés], mas eu também não tenho nada contra. Se eu tivesse de pegar ele na casa dele e levar, eu levaria.
UOL Esporte: Depois, o André escreveu uma carta sobre o Mussolini…
Andrés Sanchez:
 Isso aí eu não vou entrar. Toda vez que o Dualib quiser ir ao estádio, que não tem nada a ver… Ele foi expulso do clube. O estádio é um lugar que quem pagar ingresso vai, quem for convidado vai. Eu não tenho problema nenhum. É um senhor de 94 anos. Ele ficou emocionado, chorou muito. É uma coisa que ele sonhava desde que ele nasceu. Isso não é crime. Nesse país não existe pena perpétua.
UOL Esporte: Você foi à casa do Dualib?
Andrés Sanchez: Fui. Eu fui levar uma equipe de vídeo do Corinthians, que gravou ele para contar a história do Corinthians. É o cara mais velho que é frequentador do Corinthians. Foi gravado para ser usado daqui a cinco, dez, 20 anos, para quando o Corinthians precisar. Simplesmente isso. Fiquei lá uma hora e meia e fui embora. Ele não está preso, ele não tem lepra, não passa doença. É um ser humano de 94 anos.
UOL Esporte: Como é hoje a sua relação com o presidente Mário Gobbi?
Andrés Sanchez:
 Normal, como sempre foi. Não sei se é boa ou se é ruim. É normal, como sempre foi. Sou conselheiro vitalício do Corinthians e ex-presidente. Ele tem a administração dele e eu me meto o mínimo possível.
UOL Esporte: Como você avalia a administração dele?
Andrés Sanchez: Boa.
UOL Esporte: Consegue apontar pontos positivos e negativos?
Andrés Sanchez:
 Não sei nem o que eu fiz de melhor para mim. Cada um sabe o que tem de fazer. Todos os presidentes do Corinthians têm coisas boas e ruins. Inclusive eu. Todos têm seus méritos e deméritos. Infelizmente o futebol é fundamental, e se você vem em uma fase dessa aí vai ser criticado. Há três semanas você e outros escreveram que o Corinthians era favorito para ganhar o campeonato, e hoje ele é o favorito para cair. Vocês nunca erram. A imprensa nunca erra.
UOL Esporte: Mas em alguns momentos vocês divergiram.
Andrés Sanchez:
 Em qual momento? Fala um.
UOL Esporte: Na discussão sobre o estatuto.
Andrés Sanchez:
 Nós não divergimos. Eu tinha uma opção. Ele nem votar, vota.
UOL Esporte: Tudo bem, mas vocês divergiram.
Andrés Sanchez:
 Mas isso é democracia. Não briguei com ele por causa disso.
UOL Esporte: Vocês não brigaram, mas tinha uma discussão ali, mudanças grandes que seriam feitas. Você votou contra isso, e muita gente seguiu seu voto. Do outro lado, pessoas próximas ao Gobbi pediam a mudança. Por que você decidiu manter o estatuto?
Andrés Sanchez:
 Porque o combinado era mudar três ou quatro itens. E quiseram mudar 65% do melhor estatuto da história, como falaram. Não tem nem três anos o estatuto. Tem coisas nessa nova mudança que já tinham sido reprovadas na anterior.
Nota da Redação: O projeto de mudança do estatuto foi elaborado por uma comissão com membros da situação e da oposição, e foi reprovado pelo Conselho Deliberativo. Entre as várias propostas, a principal era a que sugeria o fim do “chapão”, modelo de escolha de conselheiros que elege todos os membros da chapa vencedora, sem proporcionalidade.
UOL Esporte: Por exemplo?
Andrés Sanchez:
 O diretor ser remunerado. Já tinha sido reprovado, por que pôr de novo? E eu sou a favor, mas se o Conselho reprovou, por que pôr de novo?
UOL Esporte: A maior crítica que existia era sobre o chapão.
Andrés Sanchez:
 Então vota a favor. Qualquer um deles que for lá no Conselho e pedir para a chapa ser proporcional eu voto a favor. Eu sou contra o chapão. Mas do jeito que querem fazer não vai ser feito. Querem fazer sem falar com o clube, sem ouvir as lideranças. De cima para baixo não vai vir mais nada.
UOL Esporte: Você acha possível que haja um movimento para que essa mudança aconteça antes da eleição do ano que vem?
Andrés Sanchez: Você pede para alguém ir lá no Conselho e pedir. Eu voto a favor.
UOL Esporte: Não foi isso que aconteceu esse ano?
Andrés Sanchez:
 Não. Fizeram o estatuto e tinha de mudar três itens. O tempo do presidente, o jeito do chapão e não sei mais o quê lá, uma coisa besta. Aí só se discutia isso. E a quarentena minha. O André [Luiz] foi lá e falou que só não podia ter reeleição. E isso deu tumulto na comissão. Aí eu briguei que isso só ia favorecer a mim. E eu não quero, não sou candidato. Aí ele [André Luiz] tirou. Mandaram email, fizeram festa lá. O presidente do clube foi e mandou tirar a extinção do Cori, que só teria ex-presidentes. E a comissão não tirou. Por quê? O André tem mais força que o presidente? Então você percebe que quando acontece isso tem coisa, que você não vai discutir todos os itens do estatuto. Você vai discutir os principais e o resto vai em banho-maria, concorda? Só que eu leio. E não iam fazer o que queriam fazer. Não negociaram com as lideranças. Acabou. E eu votei contra o presidente porque ele liberou. Ele falou: ‘Isso aqui é uma coisa legislativa, não executiva, cada um vota como quiser’. E cada um votou como quis. O próprio presidente pediu.
Nota da Redação: A “quarentena” é um item do estatuto que exige que ex-presidentes aguardem duas eleições posteriores para voltarem a participar do pleito como candidatos.
UOL Esporte: Mas na votação ele ressaltou que aquela era uma promessa de campanha dele.
Andrés Sanchez: Não foi dele. Não foi nem na campanha dele. Foi quando teve para acertar a campanha. Teve uma reunião no Conselho e acertamos, Paulo [Garcia], Osmar [Stábile] e eu, que ia ser proporcional. Então está bom. Quando chegou no Conselho, o pessoal do Paulo começou a votar no chapão. Então está bom, e aí ganhou o chapão. E no dia do sim ou não, pediram para não ser chapão. Eu falei: ‘Vamos ver se na gestão do Mário a gente muda’. E não deu pra mudar porque o Conselho não aceitou. Vamos ver se na do Roberto [de Andrade] vai mudar.
UOL Esporte: Na do Roberto?
Andrés Sanchez:
 Agora não dá mais, né? Vai dar na do Mário?
UOL Esporte: Sim, mas é o Roberto o próximo?
Andrés Sanchez:
 É o meu candidato.
UOL Esporte: É o seu candidato?
Andrés Sanchez:
 É o cara que eu acho que é. Bom, não vou falar que é candidato porque tem de falar com o grupo, mas é um forte pré-candidato.
UOL Esporte: Hoje o André Luiz está em campanha…
Andrés Sanchez:
 Ele não está em campanha. Vocês parecem que não conhecem o André, meu.
UOL Esporte: Mas ele diz que quer ser presidente.
Andrés Sanchez:
 Mas você não quer ser presidente do Corinthians? Agora tem um monte de gente querendo ser presidente do Corinthians. Ainda mais com R$ 400 milhões de receita. Quando tinha um monte de gente do Ministério Público por lá ninguém queria. Hoje está cheio. Hoje o que mais tem é candidato. Tem oito ali em campanha, você sabia disso? Tem quatro da diretoria do Mário Gobbi que são candidatos.
UOL Esporte: Mas isso sempre tem.
Andrés Sanchez:
 Não, na minha não tinha nenhum. Hoje tem quatro. Aliás, tem diretor dele que no segundo dia sentado já estava em campanha.
UOL Esporte: De quem a gente está falando?
Andrés Sanchez:
 Ah, o Raul [Correa Silva, diretor financeiro], o Elie Werdo [2º vice-presidente], o Ilmar [Schiavenato, diretor social]. Todos  estão em campanha.
UOL Esporte: Bom, você disse que seu candidato é o Roberto.
Andrés Sanchez:
 Não, ele é um forte pré-candidato. O grupo vai definir lá na frente.
UOL Esporte: Mas até pela forma como o Gobbi surgiu como candidato…
Andrés Sanchez:
 Eu acho que o presidente tem de ter sido diretor de futebol uma época. É o que eu penso, não é a regra. É o que eu penso.
UOL Esporte: Como começou o processo da Conmebol?
Andrés Sanchez: Você pergunta lá no Uruguai, não fui eu que comecei.
UOL Esporte: Eu quero saber como chegou em você, não como começou lá.
Andrés Sanchez:
 Eles me pediram para fazer um evento em São Paulo, que era melhor para o pessoal do Peru, da Venezuela, da Bolívia. Era para eu arrumar um hotel e fazer em algum lugar. Eu falei: ‘Não, vamos fazer no Corinthians’.
UOL Esporte: Com isso, ganhou peso.
Andrés Sanchez:
 Ganha peso também, então vamos fazer no Corinthians. O próximo vai ser em Buenos Aires.
UOL Esporte: Quando vai ser?
Andrés Sanchez:
 Não sei, estão para marcar daqui uns 20, 30 dias.
UOL Esporte: O que nós apuramos é que o Santos enviou um representante e o Botafogo uma carta de apoio.
Andrés Sanchez:
 O Flamengo também [enviou uma carta].
UOL Esporte: Por que os outros times não se manifestaram?
Andrés Sanchez:
 Porque não foram convidados. Foram convidados Flamengo, Botafogo, Santos, São Paulo e Corinthians.
UOL Esporte: Então o único que não enviou representantes foi o São Paulo?
Andrés Sanchez:
 Do São Paulo não foi ninguém.
UOL Esporte: Você acha que para isso florescer precisa do apoio de mais gente?
Andrés Sanchez:
 Não. Na hora que virem que vai mudar, que vai vir mais dinheiro para o clube, todo mundo vai vir. Sempre foi assim. Porque tem gente que ainda acredita que vai ser prejudicado pelo juiz. Isso é ridículo. O dia que eu acreditar que meu time vai ser prejudicado porque eu falei que o cara é um b…, eu tenho de parar com o futebol.
UOL Esporte: Você acha que o Corinthians, hoje, se preocupa com isso?
Andrés Sanchez: Não sei, você tem de perguntar para o presidente. Não posso responder por isso. Também não estou preocupado se eles estão preocupados.
UOL Esporte: Além das reivindicações, falou-se em denúncias na reunião.
Andrés Sanchez:
 Foram os advogados uruguaios. O que eles mostraram ali realmente é feio.
UOL Esporte: Mas eles mostraram documentos? Mostraram provas?
Andrés Sanchez:
 Mostraram.
UOL Esporte: E o que foi mostrado?
Andrés Sanchez:
 Não tenho autorização para falar. Quem fez foi a auditoria, a Price [waterhouseCoopers, famosa empresa do ramo].
UOL Esporte: Você já participou de um movimento do tipo no Clube dos 13. Daquela vez, vocês entenderam que o sistema que existia não funcionava e decidiram agir por fora dele, o que culminou no fim da entidade. Se o tempo mostrar que mudar as coisas por dentro da Conmebol é difícil, mudar por fora é uma opção?
Andrés Sanchez:
 Lógico que é.
UOL Esporte: A liga é o melhor caminho?
Andrés Sanchez:
 Não é liga. É uma associação de clubes, como tem lá na Europa , que nem o Rumennigge [Karl-Heinz, ex-jogador e presidente da Associação Europeia de Clubes].
UOL Esporte: E isso já está sendo pensado.
Andrés Sanchez:
 Sim. Isso tem de sair independentemente de qualquer coisa, mas não é uma liga, para um campeonato independente. É para ter mais autonomia.
UOL Esporte: E a partir disso, como mudar?
Andrés Sanchez: 
Aí tem de ver como vai ser. Não sei, também. Eu tenho uma ideia, mas não sei se vai vingar.
UOL Esporte: Qual é a ideia?
Andrés Sanchez:
 Não sei como é que acontece. Você dá um tiro e não sabe onde vai pegar.
UOL Esporte: Qual a importância de ter nomes como Romário e Maradona?
Andrés Sanchez: São ex-jogadores. Se os clubes forem bem remunerados, os jogadores e ex-jogadores também vão ser bem remunerados. O futebol existe por três razões. Por clubes, atletas e, principalmente, pela torcida. Esses três são os que têm de ter mais benefícios. Eu não posso trabalhar para o Corinthians jogar a Libertadores e ganhar mais no Paulista que na Libertadores.
UOL Esporte: Como está sua cabeça em relação à eleição da CBF? Você se vê apoiando alguém?
Andrés Sanchez:
 Qualquer um que esteja contra o Marco Polo.
UOL Esporte: E quem está contra o Marco Polo?
Andrés Sanchez:
 Um grupo. Pessoas, várias federações, vários clubes. Você não sabe que já existe um grupo de oposição aí? Federações e clubes. Lá no fim do ano vai saber quem são os candidatos.
UOL Esporte: A briga do Clube dos 13 rachou os clubes. Nesse ano, o Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, chegou a dizer em uma entrevista à TV Cultura que você virou a mesa, e que isso poderia lhe custar caro. Você concorda?
Andrés Sanchez:
 Primeiro que eu não acho que eu virei a mesa. Eu simplesmente fiz meu time sair do Clube dos 13 para negociar individualmente. O Clube dos 13 poderia existir até hoje sem o Corinthians.
UOL Esporte: Mas esse processo te colocou em conflito com alguns presidentes, como Kalil e Juvenal Juvêncio.
Andrés Sanchez:
 O Juvenal é meu amigo, o Kalil também. Nada, isso são interesses de momento. Cada um defende seu clube. Agora estou falando de macro, do futebol.
UOL Esporte: Se você precisar, você tem os clubes ao seu lado para tirar o Marco Polo?
Andrés Sanchez: Não pedi voto para ninguém.
UOL Esporte: Eu não estou dizendo que você pediu, quero saber se você acha que eles estariam do seu lado.
Andrés Sanchez: E eu vou saber? Estou te falando que não pedi voto para ninguém, muito menos para mim. Eu faço parte de um grupo que tem federações e clubes que querem lançar um candidato contra o Marco Polo. Porque o Marco Polo, eu entendo assim também, é um mal para o futebol. Agora, quem vai ser o candidato, é esse grupo de clubes e federações que vai escolher o cara.
UOL Esporte: Como vai ser essa seleção?
Andrés Sanchez:
 O grupo vai escolher quem é o cara, quem tem mais força, quem pode competir melhor. Como é feito em todo lugar. Por que o cara é candidato a presidente da República? Porque tem mais força.
UOL Esporte: Se tudo der certo, o aniversário do Corinthians, marcado para o dia 28, pode ajudar a definir isso tudo?
Andrés Sanchez:
 Não tem nada a ver. Todo ano tem isso. Isso é uma hipocrisia do cacete. Em 2010, o Corinthians mandou o presente do centenário para todas as federações.
Nota da Redação: Por conta da festa, que terá a cantora Ivete Sangalo como atração, o clube convidou presidentes de federações de todo o país.
UOL Esporte: Só que dessa vez tem uma discussão acontecendo. É uma chance de vocês se encontrarem e conversarem sobre isso.
Andrés Sanchez:
 Na festa eu vou encontrar o quê? Não sei nem quem vai vir. É um evento do Corinthians, só que em vez de ser no Anhembi, como é em todos os anos, vai ser no estádio.
UOL Esporte: Quando era presidente do Corinthians você já falava do desgaste que sofria. Você foi para a CBF e viveu a mesma coisa. Agora está sem os dois, e continua trabalhando no futebol. Por que continuar?
Andrés Sanchez:
 Objetivo de vida. Eu acho que tenho muito a dar ao futebol e não posso abrir mão disso. Muitas veze penso o por quê disso, mas acho que onde eu cheguei hoje eu não posso dar as costas para o futebol. Com dificuldades, com erros e acertos, mas no que eu puder ajudar é uma obrigação minha.
UOL Esporte: Você teve um problema de saúde recentemente. Quão grave foi isso?
Andrés Sanchez:
 Foi uma hérnia. Era para ser pequena, mas ela estava toda enrolada entre os músculos, trançada. E teve de abrir tudo.
UOL Esporte: Mas você está bem?

Andrés Sanchez: Sim, perfeito. Está tudo bem. 

Fonte: UOL