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Jornalista faz duras críticas ao comando de Tite no Corinthians

Danilo Vieira Andrade

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Paulo André de atacante fixo na área.

Ralf como zagueiro.

Alessandro no meio de campo.

O que seria sinal de versatilidade é de um elenco mal formado.

Tite ficou ligado ao elenco campeão do mundo.

E não pediu mais peças de reposição.

Poderia, o Corinthians tinha dinheiro.

A diretoria disposição de agradá-lo.

O sonho de 2013 era a conquista do bi da Libertadores.

Mas faltou critério.

Medo de reformular demais o elenco.

E mexer como time que lhe deu a maior alegria da carreira.

O colocou como candidato sério à seleção brasileira.

Não é de hoje que Tite tem esse tipo de comportamento.

Há dez anos ele se envolveu em caso polêmico em Porto Alegre.

Ele treinava o Grêmio.

E venceu fácil a Copa do Brasil em 2001.

Humilhou o Corinthians de Vanderlei Luxemburgo.

Venceu por 3 a 1.

Percebeu que seu patamar de treinador mudou.

Se tornou conhecido em todo o País.

Deixou de ser apenas técnico para consumo do Rio Grande do Sul.

E ficou eternamente grato àquele time.

Aos jogadores.

Tanto que em 2003 acabou sendo exposto no caso das ovelhinhas.

Um repórter do jornal Zero Hora ligou para Flávio Obino.

O presidente apertou uma tecla de seu celular.

Pensou que tivesse desligado o aparelho.

Na verdade apertou o botão errado.

E continuou uma conversa com seu vice, Luiz Eurico Vallandro.

E seu diretor Luís Onofre.

Criticou vários jogadores.

Entre eles Ânderson Lima e Luís Mário.

Os ironizou chamando de ‘ovelhinhas’ de Tite.

O jornal reproduziu a conversa e o ambiente ficou insustentável ao treinador.

Ele acabou saindo do clube.

Em Porto Alegre até hoje o termo é utilizado em tom de ironia.

No Corinthians, Tite repete o comportamento.

E se colocou à frente de uma reformulação do elenco.

Alessandro, Fábio Santos, Emerson Sheik já não contam com apoio da direção do clube.

A necessidade de dois laterais talentosos e ágeis é algo evidente.

Assim como ter mais um atacante mais jovem, artilheiro.

Até porque Tite não é um técnico que tenha paixão por trabalhar com garotos na base.

Prefere jogadores rodados, experimentados.

O elenco do Corinthians é grande e pequeno ao mesmo tempo.

De número de jogadores ninguém pode reclamar.

Mas Tite costuma utilizar poucos.

Tudo fica restrito.

Não se pode chamar Sheik, Alessandro e Fábio Santos de ovelhas.

Mas são jogadores do coração de Tite.

Ele terá de agir para 2014.

Até porque Mario Gobbi quer a renovação do seu contrato antecipada.

A hora é de partir firme para tentar o título brasileiro.

Ou pelo menos garantir uma vaga na Libertadores.

E também começar a pensar sério na reformulação do elenco.

A perda de Paulinho pode ser amenizada.

Pela 20ª vez, Cristian manda avisar que deseja voltar da Turquia.

Ele é um segundo volante ofensivo.

Perfeito para atuar com Ralf.

Outra vez os comentários crescem que Sheik pode ir para o Flamengo.

Há um tom de arrependimento na renovação de seu contrato.

Estava acertado com o time de Mano Menezes, como Chicão.

Só não foi embora por um pedido especial de quem?

Sim, de Tite.

Ele é grato demais pela Libertadores de 2012.

Já disse várias vezes que sem Emerson ela seria impossível.

Alessandro sabe que está perto do final da carreira.

E Fábio Santos vive fase descendente.

Há muita gente acomodada no Parque São Jorge.

Tite os deixou assim.

Empresários não param de oferecer atletas ao Corinthians.

Mas Tite é muito rigoroso.

Se diz satisfeito demais com o seu elenco ‘campeão do mundo’.

Tite faz de conta que não enxerga que ele é enxuto.

E com jogadores que tem nível técnico para servir seleções.

Como Alexandre Pato e Guerrero.

Assim como Ralf, Gil, Renato Augusto.

As convocações desfalcam o time, enlouquecem Tite.

Por não ter trabalhado para ter reservas à altura.

O resultado é essa absurda instabilidade no Brasileiro.

Na Copa do Brasil, com direito a ter coragem de perder para o Luverdense.

Tite precisa se desapegar.

Ter coragem de cortar os laços umbilicais com o elenco corintiano.

Precisa ser frio, calculista.

O que tinha de ganhar, ganhou.

Conseguir títulos com time envelhecido tem consequências.

E ele está pagando por elas.

Por isso o elenco é irregular.

Capaz de golear o Flamengo por 4 a 0.

E apenas empatar com o Náutico em 0 a 0.

A culpa é do treinador corintiano.

Ele que foi brilhante taticamente em 2012.

Não percebe que seu time não tem mais a mesma força física em peças fundamentais.

Por isso ficou impossível manter o ritmo intenso…

Alucinante da conquista da Libertadores, por exemplo.

Ele restringiu o Corinthians a um time enxuto demais.

No qual tem seus favoritos, seus protegidos.

Alguns deles cansados de guerra.

Por isso que zagueiro acabou centroavante no domingo.

Volante virou zagueiro.

E volante, lateral.

Dez anos depois, jornalistas gaúchos poderiam resumir de forma mais tosca.

Tudo por causa das suas ‘ovelhinhas’.

Brancas, fofas, aparentemente inofensivas.

Aquelas que tornaram a sua permanência no Grêmio impossível.

São as mesmas que se sentem confortável demais com Tite no comando.

Intocáveis porque ganharam a Libertadores e o Mundial.

E estão deixando o Corinthians bipolar em 2013…

Fonte: Blog do Cosme Rímoli