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Tite vai ao inferno com o Corinthians e ressuscita pela 3ª vez

Danilo Vieira Andrade

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Tite, o imortal técnico do Corinthians | Gazeta Press

Mas Tite não pediu demissão, e o presidente Andrés Sanchez, a despeito do clamor do povo e do restante da diretoria, decidiu bancar o treinador.

No jogo seguinte, clássico contra o Palmeiras, o Corinthians saiu vitorioso. A derrota na final do Estadual para o Santos de Neymar não abalou as estruturas. O primeiro prêmio pela insistência foi o título Brasileiro de 2011. E no ano seguinte, a coroação divina, pelas taças da América e do mundo.

‘Tenho muito a agradecer ao Andrés, que foi muito homem naquele momento de me segurar no cargo’, até hoje não se cansa de repetir Tite.

Campo Grande, 29 de setembro de 2013

Desde o dia 4 de julho de 2012, data da ‘independência corintiana da Libertadores’, o caminho de Tite foi tranquilo como o treinador jamais poderia imaginar. Títulos e mais títulos, elogios, recomendações para a seleção brasileira.

Pois Tite conheceria o inferno novamente. O time acumulava sete jogos sem vitória até o duelo da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra a Portuguesa e se passasse mais uma partida em branco, as críticas se tornariam mais fortes. Mas aquele placar ninguém poderia imaginar. A goleada de 4 a 0 era demais até mesmo para o homem que sobreviveu a Ibagué.

‘No jogo da Portuguesa o Tite nos deixou a vontade para fazer uma troca’, revelou nessa quinta-feira o presidente corintiano, Mário Gobbi. ‘Em algum momento ele ficou chateado, pensando que não era mais capaz’, declarou o diretor de futebol, Roberto de Andrade.

Quando o comandante parecia já derrotado, surgiram os comandados para resgatá-lo do fundo da trincheira. Tite não enfrentou as câmeras, como de costume, depois do atropelamento contra a Portuguesa. Os jogadores assumiram o posto.

Emerson disse que ‘a culpa é de quem entra lá e joga, a culpa é nossa’ e prometeu que no jogo seguinte seria diferente. E foi. O Corinthians balançou a rede pela primeira vez em cinco partidas e venceu o Bahia por 2 a 0. Porém, o alarme foi falso.

São Paulo, 17 de outubro de 2013

Tite está cansado, a diretoria está dividida, mas a maioria concorda que chegou a hora de dizer adeus, não dá para correr o risco de ser rebaixado mais uma vez, Andrés Sanchez pressiona pressão para que façam alguma mudança, Mano Menezes está disposto a voltar já.

O esquadrão de jornalistas que por três horas esperou em frente ao centro de treinamento corintiano aguardava a justificativa para uma sentença que parecia certa quando a mensagem pulou do celular do repórter: ‘Acabou a reunião. Ele fica.’

Às 21h deste sábado, no Estádio Novelli Júnior, em Itu, palco do duelo da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Criciúma, pela 263ª vez Tite estará no gramado ao lado do Corinthians.

Fonte: ESPN