Caixa-preta da Arena Corinthians não registrou acidente

Danilo Vieira Andrade

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Treliças do guindaste ainda não foram retiradas (Foto: Miguel Schincariol/AFP)

Em comunicado divulgado no início da tarde desta terça-feira, a Odebrecht, ‘com profunda estranheza e perplexidade’, afirmou que a ‘caixa-preta’ do guindaste que desabou no dia 27 de novembro de 2013, nas obras da Arena Corinthians, não registrou qualquer informação da data do acidente e o relatório técnico não acrescentou novidades às investigações, ao contrário do que esperava a Polícia Civil.

A ‘caixa-preta’ é, na verdade, um mecanismo de armazenagem de informações operacionais que registrava os dados desde o primeiro dia das obras. Três cópias foram feitas, sendo que uma foi enviada para análise do Instituto de Criminalística, outra para a Locar – empresa terceirizada responsável pelo guindaste, e a última foi embarcada para a Alemanha, sede da Liebherr, empresa fabricante do guindaste, que tinha um prazo de 90 dias para elaborar seu parecer.

‘Por intermédio de comunicado recebido do Ministério do Trabalho e Emprego, a Odebrecht Infraestrutura tomou conhecimento ontem, dia 27 de janeiro, que a empresa Liebherr, fabricante do guindaste envolvido no acidente que culminou na morte de dois trabalhadores e danificou parte da fachada leste da Arena Corinthians, no último dia 27 de novembro de 2013, informou àquele órgão que a caixa preta do referido equipamento não teria armazenado quaisquer registros do dia do acidente’, informou a Odebrecht por meio de nota.

‘A Odebrecht espera, assim, que o fabricante (Liehberr) venha a público prestar esclarecimentos técnicos a respeito do ocorrido, bem como dar a devida satisfação às famílias das vítimas, à sociedade brasileira e às autoridades que investigam o acidente’, encerrou o comunicado da Odebrecht, pressionando a empresa alemã.

Fonte: Lancenet