Corinthians lucra 86% menos em 2013, sem Libertadores e mando de campo

Danilo Vieira Andrade

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O Corinthians não sentirá saudades de 2013. Foi desclassificado da Copa Libertadores em maio pelo Boca Juniors no Pacaembu. Antes disso, teve de jogar com os portões fechados no torneio, como punição pela morte do torcedor boliviano Kevin Espada. Perdeu mandos de jogo no Brasileirão. “Foi um ano difícil, refletindo no nosso desempenho econômico-financeiro”, afirmou o presidente do clube, Mário Gobbi Filho, ao divulgar o balanço de 2013.

O Corinthians fechou 2013 com um lucro de R$ 1,016 milhão. A cifra é 86% menor que os R$ 7,538 milhões do ano retrasado. É, também, o pior resultado do clube desde 2007, quando sofreu um prejuízo de R$ 23,3 milhões. Como o clube é uma entidade sem fins comerciais, o resultado é chamado de “superávit”, no jargão dos contadores.

O futebol profissional, que gera a maior fatia de receitas do clube, apresentou uma queda de 10% no ano passado, totalizando R$ 279,138 milhões. O que mais pesou, nessa conta, foi o recuo de mais de R$ 50 milhões nos direitos de transmissão de TV, que somaram R$ 102,524 milhões – um efeito do menor número de partidas disputadas no ano passado, devido à desclassificação prematura na Libertadores. Com os portões fechados na Libertadores e perdas de mando no Brasileirão, a renda com a bilheteria dos jogos baixou 8,6%, para R$ 32,076 milhões.

Segmento amador

O segmento de esportes amadores e clube social também contribuiu com menos receitas, perdendo cerca de R$ 11 milhões e atingindo R$ 36,885 milhões. Duas linhas pressionaram esse resultado. A primeira foi a contribuição dos sócios, 65% menor no ano passado, o que representou R$ 5,435 milhões. A outra foi a queda de 17% na arrecadação com licenciamentos e franquias, chegando a R$ 17,929 milhões.

Aos resultados fracos, soma-se ainda outro elemento: a dívida do clube subiu 9,4%, para R$ 193,7 milhões. É o maior patamar desde, pelo menos, 2007. É verdade que, a partir de 2009, a dívida do clube começou a ser menor que a sua arrecadação (sem considerar transferência de atletas). Mas a relação entre os custos do futebol profissional e das receitas ficou em 79% – o maior patamar desde os 85% registrados em 2007.

Fonte: IstoÉ Dinheiro