Edílson não resistiu à tentação. No último dos seis jogos entre ex-jogadores do Corinthians que inauguraram o estádio do clube em Itaquera, neste sábado, o Capetinha repetiu duas vezes o polêmico gesto que marcou a sua carreira – fez embaixadinhas, equilibrando a bola na nuca, assim como na final do Campeonato Paulista de 1999.
‘Foi muito legal. Refiz tudo aquilo que deu muita felicidade à torcida do Corinthians, agora no estádio do clube’, comentou Edílson, enquanto era cercado por uma multidão de fãs. De fato, a torcida vibrou bastante com a iniciativa do ex-jogador corintiano, que também passou pelo Palmeiras, a vítima das embaixadinhas de 1999.
Gargalhando ao abordar o assunto, Edílson garantiu que não pensou previamente na brincadeira na abertura da arena. ‘Foi a pedido! Vi que a torcida queria ali, na hora, e eu fiz para homenagear. Sabia que seria algo muito comemorado. Era um dia festivo. Qualquer jogada bonita, que relembra uma coisa boa, deixa o pessoal feliz. Nada melhor do que retribuir o carinho que a torcida nos dá’, disse, agora abraçado pelo inseparável amigo Vampeta.
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Entrar no Canal Apesar de ser um crítico do futebol bem comportado do presente, o Capetinha não duvida que, um dia, deixará de ser o único corintiano a provocar um rival com embaixadinhas. ‘Nenhuma jogada é única. Ninguém é. Coisas bem parecidas já aconteceram’, afirmou. ‘Mas o primeiro que fez as embaixadinhas é que fica na história. O difícil é alguém ter a mesma coragem de fazer’, completou, triunfante.
Edílson fez as embaixadinhas nas laterais do gramado, no campo de ataque. Ele estava jogando com muitos dos seus ex-companheiros de Corinthians naquele momento – Rincón, Vampeta, Marcelinho Carioca e Ricardinho, por exemplo. Luizão, o antigo parceiro de ataque, estava comendo em um dos camarotes da arena.
‘É sempre muito bom reencontrar todo o mundo. São momentos inesquecíveis. Aquele time nosso foi um dos melhores que o Corinthians já teve. Foi ótimo voltar a jogar com Marcelinho, Rincón, Vampeta, Luizão… Tudo isso foi muito legal’, comemorou o embaixador corintiano.
Vampeta revive cambalhotas
Edílson não foi o único que quis agradar ao público presente no estádio de Itaquera com um gesto do passado. Seu amigo Vampeta marcou um gol de pênalti (cobrou a pedido da torcida) e festejou com as suas famosas cambalhotas.
Em 2002, após ser campeão mundial com a Seleção Brasileira, Vampeta surpreendeu o então presidente Fernando Henrique Cardoso ao dar cambalhotas na recepção à equipe no Palácio do Planalto, em Brasília. Ele vestia uma camisa preta do Corinthians naquele dia.
Fonte: Terra









