O técnico Mano Menezes acredita que o meia Petros poderá repetir a trajetória de Jorge Henrique no Corinthians. E ele não fala sobre a saída conturbada do clube, no meio do ano passada, mas sim sobre o desempenho em campo, de marcação no campo ofensivo e empenho tático destacado. O próprio Petros já reconhece que aparece como candidato à função. Mérito e sorte de Mano, que comemora a partir do novo achado tático uma sequência positiva para o Corinthians – talvez a melhor da temporada.
“Petros tem me lembrado o Jorge Henrique. A gente escolhia o lado que o lateral apoiava mais, já olhava pra ele [Jorge Henrique] e ele sabia que ia sobrar para ele trabalhar por aquele lado. São jogadores que têm essa qualidade. Em termos de talento, mais bem dotado. É muito difícil de entender, de o técnico explicar para os outros”, falou Mano, em entrevista coletiva reproduzida pela Rádio Globo nesta quarta-feira, após vencer o Cruzeiro por 1 a 0, no Canindé, pelo Brasileirão.
Mano Menezes olhou para Jorge Henrique em 2008, quando o atacante jogava no Botafogo e já se destacava pela dedicação. Mano dirigia o Corinthians na Série B e caminhava tranquilamente rumo ao título. Achou em Jorge Henrique o atleta perfeito para exercer a função de ponta no setor ofensivo, acompanhando o lateral adversário. O reforço chegou em 2009 e virou titular absoluto. Ficou com o treinador até sua saída, após a Copa do Mundo de 2010, para comandar a seleção.
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Entrar no Canal Para Petros, que vive aos 25 anos os primeiros dias de glórias após deixar o Penapolense, sua função é a “pior” do futebol. Mas ele aproveita a qualidade para dar continuidade à sequência como titular.
“Fico feliz de desempenhar isso. Na verdade, eu tenho pegado uma das piores funções de todos os times que é marcar os principais jogadores e setores dos adversários. Consigo roubar, marcar, em torno de seis roubadas por jogo”, falou o meia.
E Mano ressalta, tendo Petros como exemplo de dedicação em campo, que não falta empenho ao Corinthians: “Não tem faltado nível de entrega da equipe em nenhuma circunstância”.
Parte do processo de reconstrução do Corinthians pós-Tite, Petros foi contratado após o Paulistão. Mano explica que toma cuidado para não ferir a história recente do clube ao ressaltar a importância da reformulação após grandes conquistas, mas diz que um novo time era essencial.
“Sem modificação é impossível, é do ser humano que isso acontece. Todas as equipes que vencem, você precisa modificar nomes. É muito duro, é antipático você dizer que tem que mudar, parece desrespeito com a conquista que foi grandiosa. Mas se não tiver, você não vai repetir o nível que o futebol exige”, disse.
Fonte: UOL










