Autor de um dos gols do Corinthians na vitória sobre o Bahia, Malcom foi escalado para conceder entrevista no CT do Parque Ecológico, na tarde de segunda-feira. Como já havia feito outras vezes, preferiu falar à beira do gramado a encarar a frieza da sala de imprensa.
‘Quando chamaram, falei: ‘Ixi, mó vergonha, né”. Fico meio nervoso, meio com vergonha de falar. Mas é melhor aqui, parece mais um bate-papo’, disse, claramente desconfortável com o número de repórteres a seu redor. ‘É bem melhor um monte de zagueiro do que um monte de microfone.’
Em campo, de fato, Malcom tem mostrado uma desenvoltura maior. Se ainda finaliza mal, o habilidoso atleta de 17 anos mostra evolução e uma evidente disposição para aprender com os mais experientes, como Guerrero. ‘Ele fala para eu ter calma. Finalizei algumas bolas longe ali… Agora, estou com mais tranquilidade’, sorriu.
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Entrar no Canal Essa serenidade na cara do gol apareceu contra o Bahia, o que o fez rever orgulhosamente o lance ‘umas dez vezes’ – embora dê 90% do crédito ao lançamento de Cássio. O atacante pode perder gols, mas seu desempenho em jogos como o clássico contra o São Paulo mostra que não é por medo.
‘Na minha cabeça, acho que não muda nada’, comentou, referindo-se ao desafio que vivia em janeiro. Com apenas 16 anos, ele foi o melhor jogador do Corinthians na Copa São Paulo de juniores, sendo o único do time a atuar bem na final diante de um Santos claramente superior.
‘Os moleques com quem eu joguei na taça tinham 20 anos. Eu tinha 16. Então, falavam a mesma coisa. Lógico, o pessoal aqui é mais experiente e já viveu muito no mundo do futebol’, disse, procurando balancear personalidade com humildade. ‘Procuro sempre ouvir para depois executar.’
Fonte: ESPN










