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Ex-treinador de Romero lamenta ‘ostracismo’ no Timão: ‘Prejudica muito’

Danilo Vieira Andrade

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O Corinthians chegou na madrugada desta terça-feira a Assunção sem Ángel Romero na bagagem. Nem mesmo as ausências de Emerson Sheik e Stiven Mendoza abriram chance para o atacante, apontado como uma das principais revelações do Paraguai. Sem atuar um minuto sequer pela Libertadores, ele não foi relacionado para o duelo diante do Guaraní (PAR), nesta quarta, pelas oitavas de final.

Há menos de um ano, o jovem de 22 anos chamou a atenção por jogadas e gols em decisões com a camisa do Cerro Porteño. E principalmente no Defensores del Chaco, palco do duelo desta quarta. Agora, a decepção é enorme pela ausência de Ángel em um jogo decisivo em sua terra natal.

– Infelizmente, não poderemos vê-lo jogando no Paraguai contra o Guaraní. Sabemos da grande capacidade que ele tem. É evidente que o técnico não conta com ele, não é de seu agrado. Se ele não tem oportunidade agora, dificilmente também terá no futuro. Considero que para ele prejudica muito, até para uma convocação para a seleção paraguaia. É muito difícil um treinador convocar um jogador que não tem qualquer minuto por seu clube – disse ao LANCE! Hernán Acuña, hoje treinador da equipe B do Cerro.

Em 2008, Acuña foi quem aprovou dois gêmeos de apenas 15 anos para o Sub-16 do clube paraguaio, após indicação do ex-meio campista da seleção paraguaia, Adolfino Cañete. Ángel e Óscar, inseparáveis, cresceram e se formaram nas categorias de base do Ciclón até virarem profissionais e se destacarem internacionalmente.

Em junho do ano passado, quando um grupo de empresários desembolsou cerca de R$ 7 milhões para levá-lo ao Timão, havia chegado a hora de cada um seguir seu destino. A promessa de que Óscar seria contratado para o início desta temporada não vingou. Hoje, o irmão está no Racing (ARG), que pode cruzar com a equipe de Tite se passar pelo Montevideo Wanderers (URU) em seu duelo pelas oitavas. Só assim os gêmeos voltarão a ter uma esperança de reencontro…

– Não é nada fácil porque os dois nasceram juntos, cresceram juntos, evoluíram juntos, foram profissionais juntos… Esse pode ser um fator que conspira contra. Mas eles são muito fortes mentalmente, e acho que Ángel já superou esse aspecto emocional. O problema maior hoje é não ter oportunidades. Para um jogador, não é nada fácil quando percebe que o técnico tem quatro, cinco opções na sua frente, que ele é sempre a última. Tudo isso conspira para que ele não consiga demonstrar tudo o que pode dar ao Corinthians – completou Acuña.

Catalino Rivarola, ex-zagueiro de Grêmio e Palmeiras, é outro que aposta no sucesso de Ángel no futuro e diz que o atacante ainda é considerado de nível de seleção no Paraguai.

– No país, ainda achamos que até hoje ele é jogador de seleção. Ele começou muito bem, mas depois foi para o Corinthians e não conseguiu dar certo. É uma das promessas do futebol. Não está dando resultado, mas ainda tem futuro – disse.

Fonte: Lancenet