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Fritado por Andrés e barrado em vestiário, vice corintiano cogita renúncia

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

É difícil a situação do vice-presidente Jorge Kalil, eleito no Corinthians em 7 de fevereiro e que passou por algumas situações constrangedoras no cargo. Recentemente, insatisfeito pela forma como é tratado pelos colegas de alto escalão na diretoria, sobretudo Andrés Sanchez, ele pensou em renunciar antes de fazer três meses.

Nos últimos dias, Kalil se aconselhou com amigos sobre a falta de espaço na diretoria. As fontes asseguram que ele estava disposto a abrir mão do cargo, mas ouviu que valia a pena ter paciência e aceitar a situação que é comum a seus pares. Hoje, no Corinthians, o poder está restrito ao presidente Roberto de Andrade e Andrés, superintendente de futebol e maior liderança política. Os demais, como o vice, apenas assistem. O diretor de futebol Sérgio Janikian já passou por situação parecida.

Em partida recente contra o San Lorenzo-ARG, pela Copa Libertadores, Kalil tentou infringir uma regra interna e passou vergonha de forma pública. Na Arena Corinthians, o vice-presidente foi barrado quando pretendia ingressar no vestiário. O código entre jogadores diz que somente elenco, comissão técnica, diretores de futebol e o presidente podem acessar o local.

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Kalil, a exemplo de outros membros da gestão Roberto de Andrade, perdeu prestígio por assédio excessivo a jogadores. De fora da viagem do Corinthians para enfrentar o Danubio-URU pela Copa Libertadores, já que a ordem no clube é cortar despesas, o vice-presidente comprou passagem por conta própria e foi a Montevidéu. Ao chegar, recebeu o recado enviado por Andrés Sanchez: estava proibido de conceder entrevistas. Hierarquicamente, vale lembrar, Jorge Kalil está acima e Andrés ocupa um cargo fictício e que não consta no estatuto.

Sócio do Corinthians há décadas e filho de um antigo aliado do ex-presidente Alberto Dualib, Kalil é médico e se juntou à chapa de Roberto de Andrade por ser um puxador de votos importante. Amigos contam que ele chegou a atender uma série de associados de forma gratuita. Chegou até a distribuir remédios dos mais variados, como Viagra, de forma gratuita. Na gestão de Mário Gobbi, ele foi vice-presidente do Conselho de Orientação Fiscal (CORI)

Fascinado por jogadores, Kalil também costuma contar uma história com orgulho sobre quando ajudou Ronaldo a se curar de problemas circulatórios. Na ocasião, receitou meias de compressão para o Fenômeno.

O UOL Esporte conversou com Jorge Kalil, mas ele negou que tenha tentado acessar o vestiário. Negou, ainda, que não pensa em renunciar à vice-presidência. A reportagem mantém as informações publicadas.

Fonte: UOL

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