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Conselheiros do Corinthians conseguem assinaturas de Neto e Ronaldo por saída de presidente

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

Foram 63 assinaturas colhidas entre 345 conselheiros e uma meta: protocolar um requerimento pedindo a saída de Roberto de Andrade da presidência do Corinthians. Nesta terça-feira, com o aval de Neto e Ronaldo, isso foi feito com sucesso.

O pedido de saída do presidente alvinegro tem como denuncia principal as assinaturas de Roberto de Andrade em documentos antes mesmo de se tornar presidente do clube, atitude ilegal de acordo com o estatuto do Timão.

“Ele (Roberto de Andrade) não tinha legitimidade para aquelas assinaturas. Também houve a não entrega de documentos e contratos para analisarmos e tomarmos as medidas cabíveis. É um dia difícil. A ética e a moral devem imperar sobre qualquer outra coisa que existe de nebuloso sobre nossa instituição. Esse impeachment tem um efeito pedagógico. A partir de agora, com o fim do chapão, o Corinthians vai mudar”, disse Leandro Cano, conselheiro.

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Foto: Carlos Augusto Ferrari | Globo Esporte

Roberto de Andrade tenta se defender das acusações alegando que estava em exercício de sua função quando os contratos foram confeccionados, quase que um mês depois das assinaturas. O que complica ele, porém, é o artigo 104 do estatuto do clube, que prevê punição caso o presidente tenha “acarretado, por ação ou omissão, prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Corinthians” ou “ter ele infringido, por ação ou omissão, expressa normal estatutária”.

“Queremos levar isso à discussão do Conselho, propiciando a defesa do presidente. O que todos nós desejamos é que a licitude prevaleça, que as coisas corretas vigorem para o bem-estar do Corinthians”, disse Héroi Vicente, outro conselheiro alvinegro.

A partir de agora, os conselheiros tem cinco dias para encaminhar o pedido à Comissão de Ética e Disciplina do clube. Roberto terá dez dias para apresentar sua defesa. Caso processo siga dentro do clube, pode chegar à assembleia geral de associados, que em última instância, decide pelo futuro do dirigente.

Caso Roberto saia do cargo, André Negão, vice-presidente do clube assumiria o posto. Entretanto, com eleições marcadas para fevereiro de 2018, ele será obrigado a convocar uma nova eleição dentro do Corinthians.

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