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O perfeito texto de Mauro Beting sobre a derrota do Corinthians na Libertadores

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

O comentarista Mauro Beting publicou em seu blog no TNT Sports após a derrota do Corinthians diante do Always Ready (BOL), em La Paz, jogo que marcou a estreia do time alvinegro na Libertadores da América de 2022.

Mauro inicia o texto falando do resumo que fez do jogo logo após o apito final, quando foi questionado pelo narrador Teo José. “Não vi”, disse o palmeirense declarado.

“Emerson Sheik veio na minha. E, creio, muitos fiéis, todos os antis. Uma das piores partidas do Corinthians no torneio que há 10 anos ganhou invicto”, concluiu Mauro em seu texto.

Foto: Reprodução

VEJA NA ÍNTEGRA

O Teo José me perguntou no final da transmissão:

– Mauro Beting, como você viu a estreia do Corinthians na Libertadores?

Respondi com a maior sinceridade possível:

– Não vi.

Emerson Sheik veio na minha. E, creio, muitos fiéis, todos os antis.

Uma das piores partidas do Corinthians no torneio que há 10 anos ganhou invicto.

Desta vez, suará sangue contra o Boca que também estreou perdendo fora de casa para o Deportivo Cali. O que também será péssimo para o Timão de ótimos nomes que estão mal dos números e de futebol.

A altitude sempre será um problema. Como a falta de atitude alvinegra no segundo tempo. E nos clássicos no SP-22.

Quando Vitor Pereira tentou de quase tudo depois do 1 a 0 no começo, e o 2 a 0 no recomeço. E de novo foi mal como o time que não criou chance alguma na segunda etapa.

Willian jogou pelos dois lados, e pouco. Jô pouco fez, mesmo com Róger Guedes depois ao seu lado. Giuliano entrou por dentro e também nada produziu. Como Paulinho – mais uma vez – como interior no 4-1-4-1 de VP. Depois quase um atacante no 4-2-4 do português. E até ponta pela direita até ser sacado para a entrada inerme e inerte de Mosquito. Adson ainda havia tentado algo no primeiro tempo. Como Renato Augusto tentou organizar o Timão o tempo todo.

Mas ele segue mal das bolas. Das pernas, normal a 3.600 metros. Mas ainda assim foi muito pouco, na primeira derrota do Corinthians em sete jogos para equipes bolivianas. Elas que, como clamava o bandeirão no estádio quase vazio, têm todo o direito de “jogar onde se vive”.

O Corinthians que tinha o dever de jogar e se jogar um tanto mais.

Desde a infelicidade de João Pedro, traído pela falta de resistência do ar que deixa a bola mais veloz, ele acabou perdendo o lance ganho para Flores, que foi derrubado de modo infantil pelo lateral corintiano. Pênalti bem batido por Riquelme, aos 7. O Corinthians até que não sentiu tanto o gol tolo. Teve quatrro chances no primeiro tempo que seria sem gols e sem chances não fosse a falha no único ataque do Always Ready.

Na segunda etapa, VP sacou JP e apostou na lateral em Du Queiroz – que era quem mais parecia sentir a falta de ar. E também de atenção. Ele e João Victor o bom lance armado por Riquelme para o gol de Ramallo. E tudo foi pelos ares rarefeitos.

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