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Edenílson apaga todas as fotos e protesta em publicação no story

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

O meia Edenílson se manifestou após a divulgação da perícia oficial do Instituto Geral de Perícias (IGP). O laudo diz que não é possível afirmar e nem negar que Rafael Ramos tenha de fato praticado injúria racial contra o meio-campista do Internacional no confronto diante do Corinthians pelo Brasileiro.

Edenílson apagou todas as fotos do Instagram, colocou uma foto de perfil indicando estar sendo silenciado, mudou o nome para “Macaco Edenilson Andrade dos Santos” e ainda escreveu um desabafo no story.

“Não iriam nos calar? Já nos calaram. Se ofendidos aceitem, engulam a seco. Finjam que não escutaram, é uma luta desleal, é uma luta INCONCLUSIVA”, disse Edenílson, ironizando o laudo do IGP.

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VEJA PUBLICAÇÃO ABAIXO

Foto: Instagram

ENTENDA O QUE ACONTECEU

O Instituto Geral de Perícias (IGP) divulgou na tarde desta quarta-feira (08) o laudo final do caso envolvendo o lateral-direito Rafael Ramos, do Corinthians, e o meia Edenílson, do Internacional. O corinthiano foi acusado de racismo durante confronto entre as equipes no Brasileirão.

Em nota oficial, o IGP afirma que as imagens da partida não são suficientes para tirar uma conclusão do que teria sido proferido pelo lateral português Rafael Ramos.

“Quatro vídeos foram enviados para análise. Um deles foi selecionado, por apresentar maior extensão da cena questionada e melhor qualidade de sinal. As imagens foram tratadas com softwares de melhoramento e apresentaram qualidade suficiente para análise. Da cena questionada, foram extraídos 41 frames”, diz trecho da nota.

“Não sendo possível identificar os movimentos realizados na porção interna da cavidade oral do jogador de camiseta branca, é tecnicamente inviável localizar todos os vestígios que definem a sequência de consoantes e vogais emitidas. A maior parte dos gestos que compõem a fala ocorrem justamente no ambiente intraoral ou em outras porções internas, como a faringe e a laringe. Nem em vídeos com excelente qualidade de imagem é possível obter as informações do que se passa na parte não visível do aparelho fonador”, completa o IGP.

Cabe ressaltar que as duas perícias contratadas pelo Corinthians para solucionar o caso afirmam que Rafael Ramos não proferiu a palavra “macaco” conforme denuncia Edenílson.

VEJA A NOTA ABAIXO NA ÍNTEGRA

“O Instituto-Geral de Perícias remeteu hoje à 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre o Laudo Pericial sobre o pedido de perícia de leitura labial acerca dos fatos ocorridos em jogo no Estádio Beira Rio em 14 de maio.

Quatro vídeos foram enviados para análise. Um deles foi selecionado, por apresentar maior extensão da cena questionada e melhor qualidade de sinal. As imagens foram tratadas com softwares de melhoramento e apresentaram qualidade suficiente para análise. Da cena questionada, foram extraídos 41 frames.

Não sendo possível identificar os movimentos realizados na porção interna da cavidade oral do jogador de camiseta branca, é tecnicamente inviável localizar todos os vestígios que definem a sequência de consoantes e vogais emitidas. A maior parte dos gestos que compõem a fala ocorrem justamente no ambiente intraoral ou em outras porções internas, como a faringe e a laringe. Nem em vídeos com excelente qualidade de imagem é possível obter as informações do que se passa na parte não visível do aparelho fonador.

Sobre o pedido de exame pericial de leitura labial, ressalta-se que não foi encontrada metodologia científica, aplicada à análise forense de vídeos, que sustente esse tipo de trabalho. Existem apenas publicações sobre percepção visual da fala e aprendizagem de leitura labial. Além disso, o registro enviado não possui o som das falas que interessavam à investigação, tornando impossível a perícia de áudio.

Por essas razões, é impróprio que a perícia criminal oficial do Estado afirme, com responsabilidade do ponto de vista processual e científico, o que foi proferido pelo jogador na cena questionada. O Laudo afirma que “sem que haja o respectivo sinal sonoro para realização de adequada análise percepto-auditiva e acústica, é conceitualmente inviável a definição confiável e inequívoca da pauta sonora proferida por um indivíduo a partir, exclusivamente, das informações relativas aos gestos articulatórios componentes que sejam exteriormente visíveis (como os de lábios e mandíbula)”.

1 Comentário
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Gio Simoes
Gio Simoes
4 anos atrás

Quando se acusa alguém falsamente não ha nada mais a fazer que calar-se mesmo.

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