Na última segunda-feira, ao ser perguntado sobre a ação que Alexandre Pato movia para encerrar seu vínculo com o Corinthians, o presidente do São Paulo Carlos Miguel Aidar disse que sabia do interesse de dois clubes italianos pelo jogador. A Justiça, contudo, não crê nisso.
Na decisão em que nega o pedido de liminar pretendido pelo atacante, o juiz André Eduardo Dorster Araujo, da 61ª Vara do Trabalho, disse que “não há nos autos qualquer prova de que Pato possua propostas de outros clubes, o que não ensejaria risco irreparável ou de difícil reparação”.
Segundo o juiz, caso houvesse esse “receio de dano irreparável ou de difícil reparação”, caberia a antecipação da tutela pedida por Pato. Não foi, contudo, o caso na avaliação de Araujo. Sua conclusão, inclusive, é que a liberação poderia até prejudicar o atleta em caso de transferência.
“A antecipação dos efeitos da tutela, ou seja, a liberação do jogador, poderia causar prejuízo a Pato, pois, no caso da reversão da decisão, o atleta teria que arcar com a multa rescisória de R$100 mi, no caso de transferências nacionais, ou €50mi, no caso de transferências internacionais” , disse.
“Além disso, existe ainda um risco grande de irreversibilidade no caso da liberação do vínculo do jogador, que seria possibilitado a negociar com qualquer clube do país ou do exterior, o que tornaria impossível retornar a como era antes da decisão liminar”, acrescenta.
O próprio Aidar, na entrevista ao canal ‘Bandsports’, em que falou sobre o interesse italiano em Pato, reconheceu que o São Paulo tentaria reverter a decisão caso a Justiça desse ganho de causa para o atleta – assim como o Corinthians
“Eu sei que existem dois clubes europeus , italianos atrás do Pato. Mas eu acho que ele não vai querer mudar agora. Ele estava buscando alternativas e buscou a parte judicial. Se romper o vínculo evidentemente que tanto o Corinthians quando o São Paulo irão recorrer”, afirmou Aidar.
Fonte: ESPN