Corinthians perdeu para o São Paulo antes do Mundial. Volta por cima foi gloriosa no Japão (Foto: Eduardo Viana) |
A palavra de ordem no Corinthians é superação. E com urgência. Derrotado por 1 a 0 para o Boca Juniors na Bombonera, onde teve a pior atuação desta temporada e a derrota mais doída dos últimos dois anos na Libertadores, o Timão precisa deixar o tropeço para trás para que o abalo não atrapalhe a equipe na semifinal do Paulistão, contra o São Paulo, domingo, às 16h, no Morumbi.
Desafio que, na era Tite, já foi atingido pelo menos em cinco ocasiões. A última delas após uma derrota para o mesmo Tricolor. Na despedida do Brasileirão antes da viagem para o Mundial, a equipe foi derrotada por 3 a 1 contra um time totalmente reserva. O revés, que poderia desmotivar o time, foi dissecado e usado como lição.
‘ Nós vencemos o primeiro jogo do Mundial hoje ‘ chegou a dizer Tite, logo após a derrota sofrida.
No jogo seguinte, o Corinthians venceu o Al-Ahly (EGI) por 1 a 0, na estreia do Mundial, e chegou à final.
‘ O jogo serviu de aprendizado, nos deu lições para jogos seguintes no Japão ‘ lembrou, já neste ano.
Antes, o grande baque da equipe na última temporada havia sido diante da Ponte Preta, que eliminou o Timão em pleno Pacaembu nas quartas de final do Paulistão. Com o time abalado, Tite sacou Julio Cesar e Liedson, promoveu as entradas de Cássio e Willian e superou o Emelec (ECU) nas oitavas de Libertadores com um empate em Guayaquil e uma goleada em casa, por 3 a 0.
‘ A grande lição que fica é que equilíbrio emocional é fundamental quando você sai atrás em fases importantes ‘ analisou, na época.
Em 2011, mais três exemplos. Eliminado da Libertadores diante do Tolima (COL) numa quarta-feira, venceu o Palmeiras no domingo pelo Paulistão, com ótima atuação de Julio Cesar e gol de Alessandro. Depois, foi à final contra o Santos, mas perdeu na Vila por 2 a 1. No jogo seguinte, estreou no Brasileirão, venceu o Grêmio no Olímpico e ficou dez jogos invicto.
Após o início avassalador, porém, o Timão passou a oscilar mais no Brasileirão, mas sempre se mantendo na liderança ou na segunda posição. Quando perdeu para Fluminense e Santos em sequência, Tite balançou. Contra o São Paulo, no Morumbi, não podia perder. Chicão foi barrado, Paulo André jogou e o jogo ficou no ótimo 0 a 0.
– O time tem mostrado nos últimos anos que às vezes apanha, às vezes perde, mas se levanta muito rápido. A gente não
vê o clássico como pressão. É uma chance de dar a volta por cima de uma forma positiva. Espero que possamos fazer um bom papel para ganhar novamente a confiança da nossa torcida – afirmou Paulo André.
– Somos um time que tem alma, que é maduro, que suporta pressão. Estamos acostumado e esperamos dar a volta por cima no domingo. Os exemplos de superação mostram que esse grupo é forte – completou.
Fonte: Lancenet