Andrés Sanchez,
presidente do Corinthians de 2007 a 2011
Crédito da imagem: Bruno de Lima
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“Ele está à frente do estádio. Trabalhou nisso desde o início e seguirá”, afirmou Mario Gobbi, atual presidente, ao UOL Esporte em um evento na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol) na última quinta. O cartola negou, entretanto, que Sanchez ocupará um cargo formal no clube.
Andrés foi, ao lado de Luís Paulo Rosemberg, o principal entusiasta da construção do estádio corintiano. Aliado de Ricardo Teixeira e filiado ao PT, articulou com a CBF e o Governo Federal para emplacar o estádio na Copa de 2014 no lugar do Morumbi, que foi vetado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol).
Depois de deixar a presidência do Corinthians no fim de 2011, Andrés virou diretor de seleções da CBF, mas nunca se afastou completamente do projeto do estádio. Em novembro, por uma divergência com o sucessor de Teixeira, José Maria Marin, em relação à continuidade de Mano Menezes como treinador, o corintiano deixou a entidade.
Pouco depois, Rosemberg anunciou seu afastamento de algumas funções que acumulava no Corinthians, entre elas a maior parte das negociações pelo estádio. Agora, Andrés é quem toca o dia-a-dia do projeto. É ele quem conversa com fornecedores, decide questões pendentes e, principalmente, participa das discussões sobre o equacionamento financeiro, ainda indefinido.
O Corinthians e a Odebrecht seguem tentando a liberação do empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O problema é que o Banco do Brasil, que serviria como avalista da operação, não aceita as garantias oferecidas pela empreiteira, que ainda negocia.
A assessoria de Andrés confirma a nova função do dirigente. Ele faz questão de frisar, no entanto, que a última palavra segue sendo de Mario Gobbi. “Ele que é o presidente, ele que manda”, resumiu Andrés em sua participação no Arena Sportv, na última segunda.