Guerrero tenta quebrar ‘jejum-limite’ imposto por ele mesmo

Danilo Vieira Andrade

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Paolo Guerrero, em treino do Corinthians
(Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians)
Na última vez em que foi escolhido para comparecer à sala de imprensa do CT Joaquim Grava, Paolo Guerrero foi claro sobre sua autocobrança no Corinthians. Goleador desde que chegou ao clube, ele disse ficar “louco” quando passa três jogos sem balançar as redes. Coincidentemente, o atacante chega ao jogo mais decisivo do Timão até aqui na temporada, contra o Boca Juniors, nesta quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), no estádio do Pacaembu, com o retrospecto de exatas três partidas sem comemorar um gol.
A última vez em que Guerrero marcou foi na goleada por 4 a 0 sobre a Ponte Preta, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. De lá para cá, ele passou em branco no empate sem gols com o São Paulo, na derrota por 1 a 0 para o Boca e na vitória por 2 a 1 sobre o Santos. Artilheiro do Timão na temporada, com 12 gols marcados em 22 jogos, o peruano chegou ao limite imposto por ele mesmo.
A média do jogador é das melhores. Contratado logo após o título da Libertadores no ano passado, ele acumula 20 gols em 39 jogos – média de 0,51 gol por jogo, o que significa que a tendência é que, a cada duas partidas, Paolo Guerrero balance as redes.
Pelo primeiro jogo da final contra o Santos, no último domingo, Guerrero deixou o campo para a entrada de Alexandre Pato. Mesmo ovacionado pela torcida e cumprimentado pelo técnico Tite, demonstrou clara insatisfação. Não pela substituição em si, mas por mais uma vez não ter deixado a sua marca. Fã de partidas decisivas, o atacante tem a oportunidade perfeita para a “redenção” nesta quarta-feira.
Normalmente solícito à imprensa, Guerrero não quis falar sobre o jejum de gols antes do jogo decisivo contra o Boca Juniors. Preferiu se calar. Concentrado desde a noite de segunda-feira – o técnico Tite optou pela antecipação – ele recebeu a família no centro de treinamento na véspera da partida como forma de estímulo e apoio.
Nos treinamentos, o retrospecto do peruano se mantém intacto. Forte no jogo aéreo e quase infalível dentro da área, ele parece acostumado à posição em que joga no esquema tático escolhido por Tite. Guerrero tornou-se referência como atacante mais avançado, liberando Emerson Sheik e Romarinho para atuarem pelos lados. Ainda assim, ele volta para recompor a marcação e incomoda as defesas adversárias.
Contra o Santos, Guerrero desperdiçou um “gol feito”, daqueles que não costuma deixar passar. Ainda assim, deixou Sheik duas vezes em claras condições de ampliar a vantagem do Timão – que venceu por 2 a 1 – mas o companheiro desperdiçou. Apelidado de “El Depredador” pelo estilo pilhado e arrebatador, ele sem dúvida está “louco” para voltar a marcar. O Boca que se cuide.