Emerson Sheik deu entrevista nesta terça no CT do Corinthians (Foto: Tom Dib/LANCE!Press) |
Algoz do Boca Juniors (ARG) na final da Copa Libertadores de 2012, Emerson Sheik foi o escolhido pela assessoria de imprensa do Corinthians para conceder entrevista coletiva nesta terça-feira, um dia antes da decisão contra o time argentino, em jogo que definirá o classificado para as quartas de final do torneio.
Com postura diferente da habitual, o atacante evitou muitas brincadeiras e provocações. Questionado sobre uma possível mordida nos jogadores argentinos, como fez com Caruzzo na decisão do ano passado, respondeu que espera que a partida seja mais tranquila:
– Espero que não chegue a esse ponto, que a gente consiga fazer esse resultado sem que o jogo siga esse caminho de jogadas mais agressivas.
O comportamento dos argentinos na decisão, aliás, que costumam usar da catimba para tirar os jogadores braisleiros do sério, foi outro tema abordado na entrevista. Mas o jogador tratou de minimizá-la.
– Não sei se vão ter essa postura de querer provocar, como habitualmente fazem, mas posso garantir que o Corinthias tem hoje um grupo maduro, acostumado com decisões, inclusive contra o time deles. Foram três decisões com eles. Acho que seria uma postura infeliz por parte deles, porque vamos entrar para jogar e não vamos entrar em provocação – garantiu ele.
As declarações de Riquelme, que na chegada ao Brasil afirmou que o favoritismo no jogo de quarta-feira é todo do Timão por conta da presença da torcida, foram aceitas, mas o jogador deixou claro que a decisão não se resolve apenas em palavras.
– Acho que somos favoritos para vencer a partida, sim, pela qualidade do grupo, por jogarmos no campo que conhecemos, com o apoio do torcedor que nos incentiva, mas o jogo não começa do 0 a 0, já começamos atrás e daí talvez o favoritismo já não seja tão grande. Todo mundo sabe que futebol é em campo que se resolve, palavras são palavras, mas lá dentro que o bicho pega. O Corinthians tem um grupo qualificado e, com todo respeito que o Boca merece, temos tudo para fazer um belo jogo, vencer e classficar- finalizou ele, antes de explicar a postura mais séria:
– Por mais que eu seja brincalhão e espontâneo, como você (repórter) falou, não estamos para brincadeira, não. Serão 30 mil gritando do lado de fora e 11 loucos lá correndo igual doido buscando os gols para passarmos de fase. Agora é para valer – finalizou ele.
Fonte: lancenet