Após vencer o Corinthians por 1 a 0 no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, o elenco do Atlético-MG pode viajar de volta a Belo Horizonte pensando na possibilidade de ‘fazer história’: a partir de quarta-feira, começa a disputar a final da Copa Libertadores, título que seria inédito. Para quebrar o jejum, a equipe adota o rival deste domingo como exemplo mais recente. Para Cuca, vale até a superstição acompanhada de bom-humor.
‘Fui cumprimentar o Cuca e passei a mão no braço dele para pegar a sorte do ano passado’, b brincou Cuca, que abraçou o treinador corintiano antes da partida no Pacaembu, mas não falou sobre Libertadores: ‘desejamos boa sorte um ao outro, nada de mais’. Mas não esconde que, em 2013, quer ser o Tite de 2012: um técnico que coroou trabalho de longo prazo e em constante ascensão com o título continental.
Tite, por exemplo, sobreviveu no cargo à eliminação para o Tolima e fez o Corinthians campeão da Libertadores pela primeira vez na história. Para o Atlético-MG, a caminhada tem sido ainda mais longa: Cuca assumiu o clube em 2011, evitou o rebaixamento no Brasileiro, se sagrou campeão mineiro em 2012 e 2013, vice-brasileiro em 2012 e, agora, encara o Olímpia, do Paraguai. A última conquista não-estadual do Atlético-MG foi a Série B de 2006.
‘A lição que a gente tem que levar é o Corinthians como exemplo sempre, porque, até o ano passado, não tinha ganho a Libertadores. E depois ainda ganhou o Mundial. Já tinha um Mundial antes (de 2000), mas era mais ou menos (por ter jogado pelo país-sede como campeão brasileiro de 1998). Esse de 2012 eles ganharam mesmo. É o nosso espelho’, afirmou Cuca.
Se a sorte de Tite realmente passar para Cuca, o Atlético-MG não será derrotado na quarta-feira, em Assunção, onde enfrenta o Olímpia na partida de ida. Talvez conte com Rosinei no papel de Romarinho: em 2012, o jogador se destacou pelo Corinthians com dois gols no arquirrival Palmeiras antes da final continental, e na Bombonera entrou e empatou a partida contra o Boca; neste domingo, Rosinei fez o gol da vitória no Pacaembu.
Um empate fora de casa, Cuca já admitiu, é um excelente resultado. ‘Temos que trazer a decisão para dentro da nossa casa assim como o Corinthians fez com o Boca’, apontou. O time paulista venceu bem no segundo jogo: 2 a 0. ‘Deus queira que seja igual, e a gente termine campeão’, complementou Cuca, esperançoso, religioso e supersticioso.
Corintianos apoiam time, mas não evitam derrota para Atlético-MG
Fonte: Terra