Após polêmica, Sheik perde 33% das bolas e tem atuação discreta

Danilo Vieira Andrade

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Uma semana foi tempo suficiente para Emerson Sheik começar a ser visto com olhares desconfiados por parte dos torcedores corintianos. Mostrou insatisfação ao ser substituído contra o Coritiba, na penúltima rodada, postou uma foto dando um selinho em um amigo, e foi expulso na vexatória derrota para o Luverdense, no meio de semana.

Neste domingo, Sheik voltou ao time titular corintiano no empate por 1 a 1 contra o Vasco, formando dupla de ataque com Paolo Guerrero. Enquanto o peruano marcou o gol da equipe, Emerson foi bem mais discreto e sequer levou perigo ao goleiro Diogo Silva.

Segundo o Datafolha, o jogador recebeu 30 bolas ao longo dos 79 minutos em que esteve em campo e perdeu 10. Ou seja, 33,3% das bolas que os companheiros passaram foram desperdiçadas. O camisa 11 foi quem mais recebeu e também quem mais perdeu bola pela equipe na partida.

O atacante participou do confronto ainda com dois dribles, 21 passes (19 certos e dois errados), uma finalização (para fora) e três desarmes. Nada, porém, que fizesse com que ele se destacasse em campo. Tite, percebendo que o atacante pouco produzia em campo, o tirou de campo e lançou Alexandre Pato com pouco mais de dez minutos para o fim do duelo.

Na quarta-feira, Emerson ficará fora da partida decisiva para o Corinthians na Copa do Brasil, no jogo de volta contra o Luverdense. Uma eliminação contra a equipe da Série C aumentaria a impaciência dos torcedores com alguns do elenco e poderia dar início a uma crise geral. No duelo de ida, Sheik caiu na provocação do zagueiro rival e foi excluído de campo.

O cartão vermelho foi o penúltimo ato polêmico dele nos últimos dias. Tudo começou com o ‘selinho’ em um amigo e a foto postada na internet no dia 18, na comemoração da vitória sobre o Coritiba, no Pacaembu. A situação gerou revolta de alguns corintianos, e cinco deles foram ao CT Joaquim Grava protestar contra a atitude do camisa 11. Emerson seria ainda barrado por Tite para o jogo da quarta, quando entrou em campo no segundo tempo e ficou poucos minutos no jogo.

Na sexta-feira, membros de uma organizada do clube voltaram ao CT para se reunir com o atacante e debater as recentes polêmicas. Segundo nota divulgada pela torcida, Emerson teria se desculpado pelo selinho no amigo com a explicação de que ‘não é são-paulino’.
Em uma semana especialmente atribulada até para alguém que tem vasto currículo de confusões, Emerson sai em baixa em praticamente todas as frentes – é visto com outros olhos pela torcida e não acumula boas atuações.

As consequências da polêmica do ‘selinho’ ainda são desconhecidas. Porém, o fato do desfecho ter saído em uma reunião com torcedores, na presença de um diretor do clube, é um indício do que aconteceu. Minutos depois do encontro, Sheik renovou suas juras de amor aos corintianos e pediu desculpas àqueles que ficaram ofendidos com sua postagem.

Não bastasse ter voltado atrás no posicionamento contra a homofobia, louvado por militantes gays e outros setores progressistas, Emerson ainda se viu em uma saia justa. O suposto preconceito do atacante corintiano incomodou aqueles que o defenderam e o reflexo nas redes sociais foi imediato. Emerson não confirmou a declaração, mas um eventual desmentido o deixaria em maus lençóis com os corintianos organizados, já que além da Gaviões, a Camisa 12 adotou uma postura homofóbica na questão.

Foto: UOL

Fonte: Terceiro Tempo