Criciúma pode ser palco de mais um pontapé do Corinthians para título

Danilo Vieira Andrade

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Libertadores foi um dos títulos do
Corinthians após a conquista da Série B

Após quase cinco anos, o Corinthians volta a Criciúma. A partida deste domingo, às 16h, no Heriberto Hulse, é a primeira desde que as equipes se enfrentaram pela Série B. Mais do que ter sido palco do último confronto entre as duas equipes, o simpático e acanhado estádio do Tigre poderá ser palco do pontapé para o Timão no Brasileiro. Assim como ocorreu em 2008…

Foi no Heriberto Hulse que o Timão conquistou o primeiro dos últimos oito títulos. A fase mais vitoriosa da história do clube teve início exatamente no estádio onde Tite, Guerrero, Paulo André, Ralf e companhia poderão arrancar para mais uma conquista que, se consumada no fim do ano, marcaria nada menos do que o hexacampeonato.

Naquele momento – outubro de 2008 –, o Corinthians vivia uma espécie de purgatório, saindo do inferno da Segundona e voltando para a Primeira Divisão. Vivia também sua reconstrução fora de campo. Neste momento, a situação é diferente. O clube tem dinheiro, bons jogadores e um lastro vitorioso, que facilitam qualquer mudança de cenário. Neste caso, deixaria de ser figurante no Brasileirão para ser um dos líderes em plena ascensão.

– Esse campeonato premia as vitórias, temos essa consciência. Vitórias te dão um salto. Quando você faz uma dupla, salta mais ainda. Temos de recuperar aquilo que perdemos quando misturamos o campeonato com a Recopa – afirmou o técnico Tite, que ainda completa:

– Perdemos um pouquinho da continuidade no Brasileiro, mas fizemos um jogo mais seguro contra o Grêmio. Essa equipe tem potencial para se consolidar e crescer, é nisso que aposto – lembrou Tite.
Para o Corinthians, vencer em Criciúma representaria atingir a primeira meta estabelecida por Tite. Antes de chegar ao G4, o técnico pediu para o grupo mirar no grupo dos oito melhores. Pouco, sim. Mas, sem dúvida, o pontapé pelo título.

OS REMANESCENTES DA SÉRIE B:

Julio Cesar
Goleiro foi reserva de Felipe naquele jogo contra o Criciúma, em 2008. Prata da casa.

Alessandro
Titular desde aquele ano, perdeu a vaga recentemente. Já são oito títulos no clube.

Douglas
Foi titular naquele dia e, depois de passagem pelo exterior e o Sul, voltou ao Corinthians.

BATE-BOLA
Tite, técnico do Corinthians, em entrevista coletiva no CT

‘VOLTAR A CRICIÚMA REVIVE O MOMENTO DA RECONDUÇÃO’


Como é para você, que faz parte da reconstrução do clube, atuar no palco do título da Série B, o primeiro dos oito últimos do Corinthians?
Quando você (jornalista) estava fazendo a pergunta, fiquei lembrando do Doutor Mário (Gobbi, presidente) falando, que foi quem me contou o episódio. Depois teve jogo contra o Juventude, em Caxias, a comemoração da volta à Primeira Divisão. O doutor Mário me contou, acho que é a história do clube, isso passa por um significado especial, um momento de dificuldade que passou, que soube se reinventar, reconduzir e, neste momento, viver num estágio que está.

Guerreiro marcou apenas uma vez nos últimos 14 jogos. Isso tem preocupado o treinador do Timão? Como você lida com a situação?
Contra o Grêmio, ele teve quatro finalizações, todas muito precisas. Em uma delas, aconteceu o gol do Emerson. Uma hora outros vão construir, e a bola vai sobrar para ele. É só continuar trabalhando a precisão nas finalizações, e as coisas vão acontecer. Ele trabalha sério. Eu procuro o real. Não sou otimista ilusório e não gosto do cara que vive com uma nuvenzinha na cabeça. O Guerrero faz o pivô para o jogador que infiltra, retém a bola para que o time saia, passa para quem chega.

Dá para comparar com os momentos de jejum do Liedson?
Era um momento em que ele estava tecnicamente abaixo, diferentemente do Guerrero. Uma coisa é ter bom desempenho e não conseguir finalizar. No caso do Liedson, o desempenho não estava bom.

A goleada para o Barcelona pode ajudar o Corinthians contra o Santos na quarta-feira, na Vila?
São situações diferentes. É outra realidade, outro mome.

Fonte: lancenet