Douglas tem chance de, enfim, ‘fazer justiça’ contra o Luverdense

Danilo Vieira Andrade

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Douglas volta a ter chance entre os titulares (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press)

Não é só pelos dois gols de diferença necessários para a classificação. Nem mesmo para manter o Corinthians no caminho mais curto para a Libertadores-2014 e evitar um vexame histórico no Pacaembu. Para Douglas, vale mais do que tudo isso. Quando entrar em campo nesta quarta-feira, às 21h50, contra o Luverdense, pelas oitavas de final da Copa do Brasil (com transmissão em tempo real pelo Lancenet, o meia terá mais uma missão a cumprir: fazer justiça!

Reserva em 2013, o Maestro pode recuperar de vez o espaço perdido no Mundial de Clubes de 2012 – principalmente depois de ter tido boa atuação contra o Vasco, no último domingo, pelo Brasileirão. Ele, que era titular da equipe até chegar ao Japão, foi quem pagou o preço para dar lugar a Jorge Henrique, por razões táticas.

Após ter feito um bom segundo semestre – mesmo atuando em uma equipe preguiçosa durante o Brasileirão-2012, deu oito assistências -, o camisa 10, que já havia dado o passe para o gol de Guerrero na semifinal contra o Al Ahly (EGI), foi sacado porque Tite precisava reforçar a marcação no setor esquerdo do Chelsea (ING), onde jogava o lateral-esquerdo Ashley Cole.

Para se firmar de vez e ter a sequência de jogos que tanto espera, Douglas tem como trunfo o seu melhor momento físico nesta temporada. Até o seu peso, questionado desde sua primeira passagem pelo Parque São Jorge, já virou passado.

– O condicionamento do Douglas vem tendo uma evolução, tanto em relação a perda de gordura quanto a peso. Hoje está dentro desse peso ideal. Dá para garantir que ele está no seu ápice – afirma Fedato Filho, fisiologista do clube, ao Lancenet.

O melhor momento do jogador em 2013 lembra a mesma época do ano passado, quando se credenciou a titular no Mundial. Vale lembrar que, tanto agora quanto em 2012, o meia chegou a pedir publicamente mais oportunidades para jogar.

– Cada um tem uma característica individual. Tem alguns que evoluem rápido, outros demoram mais e conseguem se manter por mais tempo. Não é coincidência – diz Fedato.

A missão é reger o meio de campo do Timão. E perna não deve faltar!

O crescimento, o auge e o ‘?sumiço’? de Douglas na equipe titular do Corinthians

Assumiu a vaga com gols
No dia 18 de julho de 2012, dois dias depois de o Corinthians acertar a venda de Alex ao Al Gharafa, Douglas foi titular contra o Flamengo, pelo Brasileiro. O Maestro brilhou com dois belos gols.

Brasileirão no auge
Depois daquele jogo, o camisa 10 fez mais quatro gols e deu oito assistências. Em 29 jogos após a saída de Alex, ele foi titular em 26 e foi muito elogiado por Tite. O preparador físico, Fábio Mahseredjian, disse que ele estava em seu ‘auge físico’.

Assistência e banco
Titular do Mundial, ele deu assistência com belo lançamento para o gol de Guerrero, na vitória por 1 a 0 sobre o Al Ahly (EGI). Na decisão diante do Chelsea (ING), porém, ele perdeu a vaga para Jorge Henrique por questão tática e nem sequer entrou em campo.

Volta ao banco em 2013
Tite repetiu o Timão no início do ano, com JH na equipe. Depois, escolheu Renato Augusto. Douglas ainda sofreu uma lesão muscular, mas nunca teve sequência como titular em oito meses.

Bate-Bola

Fedato Filho
Fisiologista do Corinthians, em entrevista ao Lancenet

Foi a evolução física que fez Tite dar mais chances a Douglas?
Do aspecto técnico é difícil eu falar. Mas ele tem crescido a cada mês e não houve nenhum mês deste ano que ele tenha retardado a condição. A verdade é que ele voltou bem em janeiro, dentro dos padrões normais. Nas férias, ele não deixou cair e isso ajudou demais na preparação. Ele terminou a temporada 2012 jogando, estava num ritmo intenso e não teve grandes perdas.

Além de diminuir peso e gordura, no que ele melhorou?
Teve um ganho grande de massa muscular, principalmente nos membros inferiores, dando melhor força e explosão. Do início da temporada até aqui ele cresceu bastante nos testes. Chegou no seu pico em um momento bom, porque dá para manter até o final do ano.

Tem motivo de só agora ele ter chegado neste pico?
Tem coisas específicas de jogo que o atleta não adquire no treino e ele tem entrado mais nas partidas. Essa parte do ritmo tem melhorado muito rápido. Hoje ele está pronto para o que precisar em relação a jogo. Mas a evolução dele é muito visível para nós de janeiro para cá. Faltava essa parte do campo.

No ano passado ele cresceu exatamente neste início de semestre. Tem coincidência nisso?
É um trabalho controlado para ele chegar neste ponto. A gente não pode deixar o cara no pico entre janeiro e fevereiro, se não estoura mais para frente. Manter é o mais difícil e tem de controlar. Se é um cara mais novo, é possível manter o condicionamento por mais tempo, mas esse é o normal do Douglas. Isso não quer dizer que ele não estava bem, mas sim que ele atingiu o seu nível ideal e está mais confortável.

Fonte: Lancenet