Gremista na infância, Pato vive entre amor e ódio com o rival do Timão

Danilo Vieira Andrade

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Pato já comemorou aniversário com a camisa do
Gremio (Foto: Arquivo pessoal)

Apesar de ter jogado profissionalmente no Internacional entre 2006 e 2007, o primeiro gol de Alexandre Pato contra o arquirrival Grêmio só saiu neste ano, na vitória por 2 a 0 do Corinthians pelo Brasileirão, há menos de um mês.

Tento que deve ter feito o atacante se lembrar da infância, quando torcida pelo Tricolor gaúcho, adversário desta quarta-feira pelas quartas da Copa do Brasil. Gremista como o pai, Geraldo, o garoto quase iniciou a carreira por lá, mas a falta de alojamentos para meninos da idade dele – então com 11 anos – não deixou o clube apostar no prodígio.

A solução foi tentar um teste no clube que a mãe Rozeli torcida: o Internacional, onde foi sincero:

– Torço para o Grêmio, mas vou jogar pelo Inter – respondeu, ao ser perguntado pelo treinador para que time torcia e não mentir sobre isso.

A história foi contada ao jornal ‘Zero Hora’ pelo irmão do jogador, Alexsandro, no início de 2007. Procurado pelo LANCE!, o primeiro técnico do jogador, Joel Carvalho, confirmou que ele, depois, virou a casaca.

– Era gremista como o pai, aí depois viraram torcedores colorados.

A ‘transformação’, inclusive, foi em família. Geraldo, empolgado com o momento do filho que despontava como um craque, inaugurou uma ‘embaixada’ do Internacional na cidade de Pato Branco (PR), onde o atleta cresceu e começou a jogar futebol, nas quadras do Grêmio Industrial Patobranquense, clube que tinha as mesmas cores do…Grêmio.

Vestido de azul até parte da infância e de vermelho durante toda a adolescência – pelo Colorado e também pelo Milan (ITA) -, o atacante curte o amadurecimento em preto e branco. Hoje, mais uma vez por opção tática de Tite, fica no banco de reservas.

Antes do último reencontro, ele mostrou uma expectativa bastante grande pelo duelo e teve a previsão do gol que realmente aconteceria:

– Vou tentar fazer gol no meu rival lá da categoria de base. Quando tinha 11 anos cheguei lá e disseram que não tinham concentração para mim. Tem um gostinho a mais. Espero fazer um gol – disse ele, à época.

Amor ou ódio? Só ele pode dizer…

Tite, na infância, também torcia para o Grêmio

Além de Pato, Tite também tem um passado gremista. E não apenas como treinador. De acordo com a mãe do gaúcho, Dona Ivone Bachi, ele e o irmão Ademir até choravam pelo clube tricolor.

– Eles sentavam na escada quando o Grêmio perdia, os dois chorando. ‘Porque perdeu, porque não sei o que…’ Eles tinham um chaveiro e iam dormir com o chaveiro do Grêmio nas mãos – contou ao LANCE! em entrevista no ano passado.

Como treinador, Tite comandou o clube, onde foi campeão Gaúcho e da Copa do Brasil em 2001. Ontem, lembrou desse título, que venceu em cima do Corinthians:

– O Brasil passou a olhar o Tite com olhos diferentes – diz ele, que considera aquele time um dos melhores que teve.

Fonte: Lancenet