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Tite discorda de torcida e explica “crise” corintiana: pressão e ansiedade

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

Tite não acredita que tenha faltado vontade para o Corinthians
Foto: Bruno Santos / Terra

A derrota para o Goiás por 2 a 1 neste domingo explicitou o momento conturbado no Corinthians: além de completar quatro jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro e terminar a 21ª rodada a 16 pontos do líder Cruzeiro, o time recebeu vaias da torcida antes incondicional que foi ao Estádio do Pacaembu. Depois do jogo, Tite não concordou com os fãs, que protestavam contra a falta de vontade dos atletas em campo. Para o treinador, a fase negativa se deve a uma junção de pressão e ansiedade.

‘Eu respeito o sentimento do torcedor’, limitou-se a dizer Tite no início da conferência de imprensa, logo na primeira pergunta que lhe foi endereçada. Minutos depois, mais eloquente, ele se permitiu alongar mais no assunto. ‘O que vou dizer sempre é que vontade não falta. Falta repetição de equipe’, acrescentou o técnico corintiano.

Tite convive com uma sequência de problemas no Corinthians: neste domingo, por exemplo, perdeu o lateral direito Alessandro por lesão logo aos 8min de jogo. A solução foi colocar o volante Ibson em campo e realocar Edenilson para a ala direita. Depois, já no final da etapa, o ala esquerdo Fábio Santos também sentiu problema muscular e deu lugar a Igor.

As recorrentes alterações que precisou fazer na equipe provocaram, segundo Tite, uma quebra de padrão no estilo de jogo do grupo alvinegro. Fator, este, determinante para a atual fase, com apenas um ponto conquistado nos últimos quatro jogos.

‘A repetição da equipe também é fundamental para não haver essa oscilação’, reclamou Tite, que detectou, também, uma certa ansiedade nos jogadores. ‘O momento demanda calma. A necessidade do resultado faz com que a coordenação dos movimentos se perca. Faltou a a tranquilidade, a concentração para transformar as oportunidades em gol’, argumentou.

Outro fator que vem atrapalhando o Corinthians, segundo o treinador, é a cobrança sobre o elenco alvinegro ao longo destas temporada, após a conquista do Mundial de Clubes da Fifa em dezembro do ano passado.

‘O atleta às vezes entra em um time que foi campeão do mundo e precisa dar a resposta imediata. Esse peso te inibe’, citou o treinador, que viu exemplos claros disso neste domingo. ‘O gol não sai, o tempo vai passando e isso vai deixando o time nervoso. Daí faltou precisão. Faltou para Pato, para Romarinho e para Emerson. E, quando houve precisão, tinha homem dentro do gol para tirar’, lamentou, citando uma bola de Gil que Rodrigo salvou em cima da linha.

Fonte: Terra

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