Tite e Corinthians voltam a se aproximar nos bastidores

Danilo Vieira Andrade

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A negociação entre Corinthians e Tite voltou a ficar mais perto de um desfecho positivo. Nas últimas horas, o valor pretendido pelo empresário Gilmar Veloz e o valor oferecido pelo clube ficaram mais próximos. Há quem afirme no Parque São Jorge que a confirmação da volta do treinador mais vitorioso da história alvinegra deva sair até o fim de semana, com anúncio sendo feito na segunda-feira, dia 15.

O salário sempre foi o principal entrave para um acerto. O LANCE!Net revelou no último dia 2 que a diretoria do Timão se assustou com os R$ 800 mil por mês pedidos pelo agente do treinador. A diferença era tão grande que os dirigentes do Corinthians passaram a trabalhar com os nomes de Oswaldo de Oliveira (sem clube) e Abel Braga (Internacional), sendo que o primeiro era o mais possível, devido ao pedido salarial mais modesto do que o de Tite (cerca de R$ 550 mil).

A prática de pedir um salário fora da realidade do futebol brasileiro não é novidade para o empresário Gilmar Veloz. No fim de 2011, após conquistar o Brasileirão pelo Corinthians, Tite quase não renovou o contrato com o clube. O treinador, que passava férias com a família nos Estados Unidos, deixou a negociação nas mãos do agente. Andrés Sanchez, então presidente, disparou publicamente dizendo que o agente acreditava que estava “no Qatar”.

– Eu não pago R$ 700 mil, R$ 800 mil para um treinador. Isso é uma ofensa ao país – disse Sanchez, na época.
A pedida, na ocasião, era cerca de R$ 650 mil mensais, além de bonificações por títulos. Tite foi informado por sua assessoria, entrou em contato por telefone com Sanchez, acalmou a situação e, assim, sua permanência foi concretizada. Em 2012, ele conquistou a Libertadores inédita e o Mundial no Japão.

Fonte: Lancenet