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O Mundo Paralelo do Parque São Jorge, a Safiel e como será 2026

Roberto Zanin

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Se os habitantes do mundo paralelo chamado Parque São Jorge, despertassem do transe permanente em que vivem e aceitassem o projeto da Safiel, acredita-se que “só” em 2027 o clube começaria uma nova era.

Se esse sonho se tornasse realidade, o ano de 2026, que está logo ali e que tem tudo para ser sombrio, poderia, ao menos, ter laivos de esperança.

Sim, meus amigos. Porque a palavra da vez nas alamedas do clube é “cortar”. Cortar verbas, despesas, enfim, trancar o cofre. Cofre, que aliás, não tem dinheiro. Nem adianta trancá-lo.

A tristíssima situação em que nos encontramos, com juros de 400 milhões ao ano para, apenas, manter a dívida nos patamares estratosféricos atuais, faz com que os cortes, por maiores que sejam, não refresquem quase nada o ardor da insolvência.

Levando em conta a altíssima folha salarial e o péssimo custo-benefício do elenco (o 3º mais caro do Brasil, mas com colocação abaixo da décima no campeonato), o maior corte será no futebol profissional. Dorival Jr, que até hoje não deu padrão de jogo ao time, deverá ser mantido (se não pedir o boné).

Dessa forma, a tendência é termos um time pior, com o mesmo técnico.

O Brasileirão começa já em janeiro. Estamos entre a cruz e a caldeirinha. Ou correremos risco de rebaixamento ou contratamos (se não tivermos mais transferbans) e aumentamos a dívida para ficar no meio da tabela.

Será uma espécie de De ja vu de 2024, quando Augusto Melo estourou os cofres na janela do meio do ano para o time melhorar e fugir do Z4. Deu certo na tabela. Deu errado na conta-corrente.

E com o fair play financeiro que acaba de ser aprovado, o Corinthians terá ainda mais limitações.

Nesse interregno a diretoria tenta acordo com a Caixa Econômica Federal para quitar a Arena, via concessão dos Naming Rights, para, assim, baixar a dívida para, “apenas”, 2 bilhões de reais.

Com o nível dos nossos bravos dirigentes, em pouco tempo, os 2 bilhões crescerão de forma exponencial.

Nessa terra arrasada, em vez de Stábile, Tuma e Cia. baterem no peito, fazerem um mea culpa, e agradecer aos céus por ter aparecido um projeto como a Safiel, a “tchurma” prefere se comportar como os músicos do Titanic, que continuaram a tocar enquanto o navio naufragava.

A melhor torcida do mundo não merece isso.

E la nave va.

*A opinião do blogueiro não reflete necessariamente a posição do portal.