O Corinthians tem um jogador no álbum da Copa do Mundo de 2026. O atacante holandês Memphis Depay é o representante do Timão nesta edição e o 16° jogador a figurar no álbum na história.
A Copa do Mundo é muito mais que futebol. O maior evento esportivo mundial engloba diversas culturas, tradições e sentimentos, e o álbum de figurinhas da Copa é marca registrada da competição. A versão oficial da FIFA feita pela Panini existe desde a edição de 1970.
Os álbuns são lançados antes de começar a competição e das convocações oficiais das seleções. É comum jogadores cotados que acabaram não sendo convocados aparecerem e ao contrário ocorrer também.
O atacante Viola, que foi para a Copa de 1994 como atleta do Timão, por exemplo, ficou de fora do álbum (que teve jogadores que não foram convocados como Evair e Palhinha). O meia Ricardinho não está no álbum de 2002, já que foi convocado às vésperas da Copa após lesão de Émerson.
Por outro lado, o lateral direito Zé Maria virou figurinha no álbum da Copa de 1978 da qual acabou cortado por conta de lesão. O Super Zé porém, jogou e apareceu no álbum da Copa de 1974.
Confira os 16 representantes do Corinthians em álbuns da Copa:
Rivellino – 1970 e 1974

Em 1970, na primeira edição oficial do álbum da Copa do Mundo no México, quando o Brasil de Pelé conquista o tri, o Corinthians teve um representante de peso. Rivellino, o reizinho do Parque, um dos maiores ídolos da história do Todo Poderoso, foi titular e um dos destaques. Riva marcou 3 gols na competição e ganhou dos mexicanos o apelido de Patada Atômica pelo seu chute forte.

Quatro anos depois, na Alemanha Ocidental, Rivellino em seu último ano pelo Coringão foi convocado e titular outra vez do torneio. Novamente o reizinho do Parque fez 3 gols e desta vez foi o artilheiro do Brasil em 1974, que foi eliminado na semifinal pela Holanda de Cruyff.
Zé Maria – 1974 e 1978
O segundo álbum oficial da Copa feito pela Panini, da edição de 1974, já trazia um segundo representante do Todo Poderoso além de Riva. Trata-se do lateral direito Zé Maria, o Super Zé, outro ídolo do Timão, o 5° que mais vestiu o manto alvinegro, eternizado por jogo com a camisa ensanguentada e também por ser um dos nomes da Democracia Corinthiana.
Zé Maria, reserva na Copa de 70 (na época ainda jogava na Portuguesa), assumiu a titularidade da posição, substituindo Carlos Alberto Torres, capitão do Tri.

Super Zé ainda virou figurinha na edição de 1978. Dado como nome certo dentre os convocados, mas sofreu lesão foi cortado e não foi para a Copa na Argentina. O jogador revelou depois em entrevista que o ocorrido serviu como motivação para o restante de sua carreira.

Amaral – 1978
O zagueiro Amaral foi titular do Brasil na Copa de 1978 e um dos destaques da seleção, salvando gols decisivos e trazendo da Argentina o 3° lugar. O jogador, que brilhou no Guarani na década de 70, foi comprado pelo Corinthians antes do Mundial e só estreou depois que voltou da Copa. Amaral ficou até 1981 no Timão e foi campeão do Paulista de 1979.

Sócrates – 1982
Sócrates, um dos maiores ídolos do Coringão, vivia o auge da Democracia Corinthiana quando foi representar o Brasil como capitão do timaço de 1982 ao lado de Zico e Falcão na Copa do Mundo realizada na Espanha, eliminado na Itália na segunda fase. O doutor fez 2 gols na competição e foi um dos destaques da Seleção Brasileira, que encantou o mundo com o seu belo futebol.

Carlos – 1986
O goleiro Carlos, que fez mais de 100 jogos pelo alvinegro paulista, campeão estadual em 1988, foi o titular do Brasil na Copa de 1986 disputada no México. O corinthiano só sofreu um gol, mas ficou marcado por lance nas quartas, quando a França eliminou a Seleção Brasileira nos pênaltis. Em cobrança de jogador francês, a bola bate na trave, pega nas costas de Carlos e entra.

Édson – 1986
O lateral direito Édson, que veio da Ponte Preta para o Timão em 1984, fez mais de 200 jogos pelo gigante de Itaquera e foi campeão do Paulista de 1988. O jogador foi convocado para a Copa de 1986 no México como titular para substituir Leandro. Édson foi bem no primeiro jogo, mas teve o azar de se machucar no início da segunda partida, contra a Argélia, e não atuou mais no torneio.

Casagrande – 1986
O centroavante Casagrande, ídolo do Corinthians e um dos grandes nomes da Democracia Corinthiana, apareceu no álbum da Copa do Mundo de 1986, no México. O jogador, que tem mais de 100 gols pelo Todo Poderoso, começou a competição mundial como titular nos dois primeiros jogos, mas perdeu a posição para Müller no terceiro jogo. Casão não fez gols na Copa.

Gamarra – 1998
O zagueiro paraguaio Gamarra, ídolo da Fiel e um dos destaques do título do Brasileiro de 98, com direito à participação marcante na Copa do Mundo disputada na França. O jogador corinthiano era o capitão do Paraguai, que surpreendeu e chegou até as oitavas de final, eliminado apenas para a França, que acabou campeã. Além disso, Gamarra não fez nenhuma falta durante toda a Copa.

Rincón -1998
O volante colombiano Freddy Rincón, ídolo do Corinthians e uma das estrelas do bi Brasileiro e Mundial, também representou o seu país na Copa do Mundo na França e apareceu no álbum. O jogador foi titular nos três jogos da Seleção da Colômbia, que foi eliminada na primeira fase.

Dida – 2002
O goleiro Dida, ídolo do Timão, que brilhou e conquistou títulos na mesma época, foi convocado para a Copa do Mundo na Coréia do Sul e Japão em 2002. O jogador corinthiano era o terceiro goleiro e não chegou a entrar em campo na conquista do pentacampeonato do Brasil.

Vampeta – 2002
O volante Vampeta, mais um ídolo do Coringão desta geração, também foi convocado e disputou a Copa no Japão. O jogador, que fez mais de 260 partidas pelo Corinthians, atuou apenas em uma partida, entrando na estreia contra a Turquia durante o segundo tempo. Vamp ficou marcado pela cambalhota na chegada ao Brasil durante a comemoração do penta.

Mascherano – 2006

O volante argentino Javier Mascherano, campeão do Brasileiro em 2005, aparece no álbum da Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Mascherano era titular da Seleção Argentina, que caiu nas quartas para a campeã Alemanha. O jogador do Timão fez cinco jogos no torneio.
Tévez – 2006
O ídolo corinthiano Carlitos Tévez, atacante argentino, estrela do Brasileiro de 2005, também disputou a Copa de 2006 pela Argentina. O jogador começou a competição como reserva, mas ganhou a posição na terceira partida. Foram quatro jogos e um gol marcado por Carlitos.

Cássio – 2018
O goleiro Cássio, ídolo do Corinthians, com 9 títulos conquistados e mais de 700 jogos (o segundo que mais vestiu o manto alvinegro na história), foi convocado para ser o terceiro goleiro do Brasil na Copa do Mundo de 2018 na Rússia, em que a Seleção caiu nas quartas para a Bélgica.
Cássio não chegou a entrar em campo. E não estava na primeira versão do álbum, mas a Panini lançou figurinhas atualizadas depois, dentre elas de Cássio.

Fagner – 2018
O lateral direito Fagner, que fez mais de 500 jogos pelo Corinthians, também foi convocado para a Copa de 2018 e foi titular da Seleção Brasileira, atuando em quatro jogos, após Danilo se lesionar depois da estreia. Fagner não estava no álbum e apareceu nas figurinhas atualizadas pela Panini.

Memphis – 2026

O atacante holândes Memphis Depay, que chegou ao Timão em 2024 e já virou ídolo, com três títulos conquistados, é o maior artilheiro da história da Holanda. Memphis já tem 3 gols em Copas do Mundo, disputadas em 2014 e 2022, um deles na Neoquímica Arena, inclusive. Agora, disputará em 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, sua primeira Copa como jogador do Corinthians.
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