Conselheiros ligados a Mario Gobbi fizeram questão de comentar em ‘off’ para os jornalistas que vão todos os dias para o Corinthians. Nilmar pediu para jogar de novo no Parque São Jorge uma fortuna. Seu empresário, Orlando da Hora, pediu R$ 800 mil mensais mais luvas de R$ 2 milhões.
Vários órgãos de comunicação ‘por acaso’ divulgaram a ‘notícia’ há duas semanas. O assunto foi encerrado. Afinal de contas, como exigir que o clube bancasse tanto por um atacante diferenciado, claro. Mas com 30 anos e com operações nos dois joelhos? Sem mercado nem entre os clubes médios europeus? Gobbi estava mais do que certo.
O maior interessado, Mano Menezes, se calou. O treinador sonhava com o oportunismo e a a velocidade do jogador do Al Jaish do Catar. Só que o exorbitante salário divulgado, o convenceu que a direção fazia muito bem em não investir tanto. O remédio foi se conformar.
Mas tudo ficou muito constrangedor hoje. O Internacional fechou a contratação de Nilmar. Ele assinou contrato por três anos. Seu salário? R$ 430 mil. Pouco mais do que a metade ‘divulgado’ no Corinthians. A luva de R$ 2 milhões, dividida em 39 parcelas foi mantida. Orlando da Hora e o atacante nunca foram de rasgar dinheiro. O que teria acontecido?
Simples. Orlando da Hora deu a desculpa que Gobbi queria ouvir. Os R$ 800 mil mensais foram apenas a primeira pedida. Técnica comum entre os empresários do mundo todo. Até na feira de Acari é assim. Depois da exigência inicial há a negociação. Mas o Corinthians tem sérias dificuldades financeiras. Já gasta R$ 12 milhões com salários de jogadores. A dívida envolvendo o Itaquerão só cresce. A procura ao atacante aconteceu porque sua identificação com o clube é enorme. Foi uma exigência dos conselheiros.
Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge…
A direção do Inter ouviu do staff do jogador que havia proposta do Cruzeiro e de uma equipe da Índia. Mas o presidente Giovanni Luigi não se abalou. Eram R$ 430 mil mensais e as luvas parceladas. Ponto final. Orlando da Hora esperava que os corintianos o procurassem novamente. Perdeu tempo.
Nilmar assinou contrato esta manhã por três anos. No Parque São Jorge, só Mano Menezes lamenta. O presidente Mario Gobbi não se abala. A conselheiros ele diz que tentou. E que não pagaria R$ 800 mil e mais luvas de R$ 2 milhões. Não sabe e nem quis saber que o atacante fechou com o Inter por pouco mais da metade da primeira proposta de Orlando da Hora. Gobbi melhor do que ninguém sabe o quanto o dinheiro está curto no Parque São Jorge…
Fonte: R7