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Tite deve mudar esquema tático após desmanche no Corinthians

Danilo Vieira Andrade

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O Corinthians se reapresenta nesta quarta-feira sem Jadson e, salvo uma surpresa grande, também sem Renato Augusto, que aceitou oferta da China. Na avaliação de Tite e seus auxiliares, perder esses dois jogadores é o que de pior poderia haver em saídas para o hexacampeão brasileiro.

A partir desta tarde, quando o elenco é esperado no CT Joaquim Grava, o treinador corintiano terá uma noção mais clara sobre o impacto do mercado de transferências em sua equipe e sobre os jogadores que poderá receber nos próximos dias. Mas, é certo, sem Jadson e Renato toda a engrenagem do time está comprometida.

A avaliação é de que refazer o funcionamento da construção de jogo do Corinthians será necessário sem os dois jogadores. E, ainda nesse sentido, esse processo é um dos mais difíceis na concepção de Tite e seus colegas de comissão.

Ainda no fim de 2015, quando interrompeu suas férias para uma conversa com a diretoria, Tite indicou a necessidade de contratar dois meio-campistas, pois também havia – e ainda há – a possibilidade de também perder Elias. No entendimento da comissão técnica, mais difícil do que achar um novo Jadson, por exemplo, é achar, contratar e conseguir fazer com que o substituto renda como o meia mais decisivo do último Brasileirão.

Por isso, na cabeça do treinador, reside a possibilidade de alterar o esquema tático 4-1-4-1 que foi considerado um dos segredos para o título. Tite considera a adesão do 4-2-3-1 como alternativa, assim como o 4-4-2, com duas linhas de quatro e dois atacantes à frente.

Essa última formação seria a possibilidade mais concreta de encaixar Alexandre Pato à equipe. Tite tem na memória que os melhores jogos de Pato pelo Corinthians foram como segundo atacante, ao lado de Paolo Guerrero, durante a Copa Libertadores 2013. Na nova versão, poderia unir o ex-jogador são-paulino a Vagner Love. Até porque tem carências no meio-campo…

Tite enxerga Marlone, já confirmado, como um jogador para as beiradas do campo, com dinâmica para marcar e avançar como fez Jorge Henrique em sua primeira passagem. Já Marquinhos Gabriel, eleito como prioridade para a função de meia, pode atuar no setor que era de Jadson, mas com possibilidades diferentes a oferecer: retenção de bola e finalização de média distância.

A comissão técnica corintiana, porém, se comporta com frieza em meio ao mercado aquecido. De alguns de seus pares, Tite irá escutar que o Corinthians atravessou situação semelhante no início do Brasileirão 2014, quando perdeu Paolo Guerrero e Fábio Santos, e conseguiu se reorganizar. Mas, sem Jadson e Renato Augusto, é consenso que um novo time precisará ser desenhado.

Fonte: UOL