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Eliminações evidenciam problemas graves no Corinthians

Danilo Vieira Andrade

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Após a eliminação diante o Nacional-URU, nas oitavas de final da Copa Libertadores, os problemas que rondavam a equipe do Corinthians ganharam mais destaque. Racha político, perda de receitas milionárias e até críticas ao departamento médico, podem ser indícios de que a crise se aproxima.

Na última semana, denúncias de estelionato nas categorias de base provocaram um racha político no grupo que comanda o clube, e o presidente Roberto de Andrade se vê pressionado a investigar o caso e punir os culpados o mais rápido possível. Tal pressão tende a aumentar após a queda na competição continental.

A eliminação abala também o aspecto financeiro do Corinthians. E não estamos falando apenas da premiação paga pela Libertadores, considerada baixa, mas das rendas indiretas que a competição oferece, como a bilheteria por exemplo.

Em seu último jogo pela Copa Libertadores, na última quarta-feira (04), o Timão teve uma renda de R$ 2,8 milhões com a bilheteira, quase metade da prestação mensal paga para ao BNDES pela Arena Corinthians, no valor de R$ 5,7 milhões. A equipe do Parque São Jorge pretende ainda negociar alguns espaços vagos no uniforme, e a queda na competição continental causa uma perda no poder de negociação de patrocínios e parcerias comerciais.

Após o caso de doping do zagueiro Yago, nem o departamento médico, tantas vezes elogiado, escapou das críticas. Até a maneira como foi tratada a lesão do volante Elias no início da temporada foi questionada.

No que tange ao futebol, a diretoria e o comandante Tite ainda não sofrem grande pressão, mas algumas contestações já vem acontecendo. A Fiel Torcida não aceita a insistência do treinador em manter Guilherme e André na equipe mesmo com as más atuações, e Romero, que vive boa fase, ficar no banco de reservas.

Nem o volante Elias, ídolo do clube e considerado por muitos o líder dessa equipe, escapou das últimas críticas, e acabou chamado de omisso por vândalos que picharam um muro da sede social do Corinthians, no Parque São Jorge.

O Timão volta à campo no próximo dia 15, para enfrentar o Grêmio, na Arena Corinthians, e uma derrota pode iniciar de vez uma crise no clube. Cabe a Tite reestruturar sua equipe até a estreia no campeonato nacional.