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Em nova confusão, pai de atacante da base acusa empresário de agressão

Danilo Vieira Andrade

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O escândalo que atingiu as categorias de base do Corinthians, virou caso de polícia e ainda movimenta os bastidores do clube. O pai do atacante Alyson, Wilson da Motta, acusou o ex-empresário do seu filho, Julio Cesar Polizeli, de invasão a sua residência e agressão a sua pessoa. Questionado sobre a acusação, Julio nega e diz que ele foi atacado.

O pai do jovem atleta relatou, que a invasão ocorreu na da tarde da última quarta-feira (11). Segundo Wilson, Polizeli tem as chaves reservas da casa onde mora com sua família. O agente não negou a ida ao local, porém, negou as agressões. De acordo com Julio, ele tentou conversar com a família, mas acabou violentado por Wilson.

– O portão estava aberto. O Wilson veio na sala e perguntei o que estava acontecendo. Ele foi ficando alterado, disse que estava rescindido o nosso contrato. Eu disse que iria para a Justiça e perguntei o que ele faria com a casa, porque ela está no meu nome. O Wilson veio para cima de mim, me empurrou para me derrubar e me imobilizou. Depois, começou a gritar. A polícia falou para não fazer ocorrência e ir para casa. Ele está bravo porque segunda-feira terá de sair da casa – relata o agente em depoimento ao globoesporte.com

Wilson Motta com hematoma ao lado do olho (Foto: Arquivo Pessoal)

A polícia registrou a ocorrência como uma “desinteligência”, liberando o empresário. Wilson, seguiu a polícia até o 24º Distrito Policial de São Paulo, para registrar um Boletim de Ocorrência contra Polizeli.

Para Wilson, o agente está irritado com eles, por não ter o seu nome divulgado na mídia, e também pelo rompimento das relações profissionais com o jogador, que foi rompido no ultimo mês, porém, Julio afirma que é representante legal do atleta até 1º de outubro de 2019.

A revolta veio a tona quando o empresário americano Helmut Niki Apaza alegou ter sido enganado pelo ex-diretor das categorias de base do Timão, Fabio Barrozo, e pelo conselheiro vitalíco, Manoel Ramos Evangelista, ao comprar os 20% dos direitos econômicos do atleta. Helmut Apaza pagou US$ 60 mil pela porcentagem, no entanto, a documentação tinha apenas a assinatura de Barrozo. Para ter validade, o acerto teria que ter a assinatura do presidente Roberto de Andrade. Apaza afirma também ter pago US$ 50 mil por uma carta de representação do Corinthians no Estados Unidos, mas o documento não tinha validade por só contar com uma assinatura.

O Timão abriu uma sindicância para julgar os fatos, levando as denúncias para à Comissão de Ética do Conselho Deliberativo. Se for verdadeiramente culpado, Manoel poderá ser expulso do conselho, já Fabio Barrozo, pediu a sua demissão logo após o escândalo chegar aos dirigentes.