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Conmebol exige que clubes tenham equipe feminina para entrarem na Libertadores

Danilo Vieira Andrade

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Na última sexta-feira, a Conmebol divulgou uma série de alterações nas competições que são organizadas pela entidade. As equipes que participarem da Copa Sul-Americana e Libertadores da América precisarão se adequar às novas normas. Uma das mudanças é a obrigatoriedade de possuir uma equipe de futebol feminino. Os clubes terão um período de dois anos para se adaptarem a nova alteração. Sendo assim, a partir de 2019, todos deverão se enquadrar nas alterações feitas pela Confederação.

A aprovação das alterações foi feita no último dia 13 e divulgada na última sexta-feira. As novas normas se adequam com o artigo 23 do estatuto da Fifa, que obriga as confederações terem medidas de governança que incluem, dentre outros itens, controle antidopagem, neutralidade política e religiosa e, principalmente, a incorporação de artigos que preveem a igualdade de gênero. Sendo assim, para conseguir a licença da Conmebol, o clube deverá possuir um time feminino ou se associar a um que tenha.

– O solicitante (à licença) deverá ter uma primeira equipe feminina ou associar-se a um clube que possua o mesmo. Além do mais, deverá ter pelo menos uma categoria juvenil feminina ou associar-se a um clube que possua. Em ambos os casos, o solicitante deverá prover de suporte técnico e todo o equipamento e infraestrutura (campo de jogo para a disputa de jogos e treinos) necessária para o desenvolvimento de ambas as equipes em condições adequadas. Finalmente, se exige que ambos os times participem de competições nacionais e regionais autorizadas pela respectiva associação membro – é o regulamento.

Desde 2009, a Conmebol realiza a Libertadores feminina. Apenas em 2012 o Brasil não levantou o caneco – que ficou com o Colo-Colo. Os representantes brasileiros que foram campeões foram o São José, com três título, Santos duas vezes e a Ferroviária, atual campeã.

Além da obrigatoriedade do futebol feminino, a Conmebol divulgou que a Libertadores passará a ser disputada em 47 semanas e não mais em 27. Também houve mudanças no período do campeonato que será disputado entre fevereiro e novembro, e poderá ter a final disputada em jogo único em campo neutro. Além disso, o número de equipes aumentou de 38 para 42. Já a Sul-Americana, ganhará mais 10 equipes que foram desclassificadas na primeira fase da Libertadores.