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Roberto de Andrade revela importância do Corinthians em nova Libertadores

Danilo Vieira Andrade

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O que já era especulado realmente aconteceu nos bastidores da Conmebol. A mudança das regras da Libertadores e a abertura de um G6 no Brasileirão teve grande influência do Corinthians, um dos clubes mais populares da América Latina.

Em entrevista ao canal ESPN Brasil, o presidente Roberto de Andrade revelou as reuniões feitas com a Conmebol e como surgiu a ideia de mudanças nas competições continentais. Ele também colocou em xeque a importância da Primeira Liga, torneio promovido por equipes que se rebelaram contra a CBF.

“Em relação à (Primeira) Liga, o Corinthians, e não só o Corinthians, os clubes de São Paulo acharam por bem não participar. E eu falo pra você aqui que um dos resultados desse aumento da Libertadores agraciar o futebol brasileiro foi pelo apoio que nós demos ao presidente da Conmebol”, disse o presidente.

Em seguida, o mandatário alvinegro revelou as reuniões com Alejandro Domínguez, novo presidente da Conmebol. Roberto revelou a pressão feita pelo Corinthians no presidente da entidade.

“Se não tivéssemos feito algumas reuniões com ele, exigido diretamente a ele, sem fazer barulho como essa liga quer fazer, romper. Nem sempre o rompimento é saudável: tem situações que sim, tem situações que não. E nós entendemos que, dessa vez, pelas primeiras reuniões que tivemos com o presidente da Conmebol, achamos que ele merecia todo o nosso respeito e apoio porque ele estava chegando agora”, argumentou.

“Pegando uma Conmebol completamente sem credibilidade, com todos os seus ex-presidentes e o ex-vice-presidente: quem não tá preso, tá afastado do futebol. A gente entendeu que o apoio seria fundamental, foi o que nós fizemos e o resultado tá aí. Todos os clubes brasileiros foram agraciados com essas vagas. É uma oportunidade até para alguns clubes que nunca participaram de uma Libertadores, que vão poder estar na Libertadores, eu acho isso bacana”, completou Roberto.

Perguntado sobre o acréscimo de mais vagas aos times brasileiros na Libertadores, e a mudança do G4 para G6 no Brasileiro, o presidente alvinegro elogiou a mudança.

“O Campeonato Brasileiro acaba ganhando uma rivalidade maior, um acirramento maior. As partidas que sempre nas últimas rodadas acabavam não valendo nada, porque são aquelas do meio de tabela – a briga fica em cima ou embaixo, o meio não tem valor nenhum e passa despercebido pela maioria -, passarão a ter uma visão melhor por todos nós. Então isso eu acho bastante salutar”, finalizou o presidente corintiano.