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Indiciados por homicídio, corintianos podem pegar 20 anos de prisão

Danilo Vieira Andrade

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Além de ser obrigado a jogar com portões fechados como mandante e proibido de levar torcedores para jogos fora de casa, o Corinthians ainda viu os 12 torcedores presos em Oruro serem indiciados pelo Ministério Público da Bolívia. São dois rapazes indiciados diretamente pelo homicídio do garoto Kevin, de apenas 14 anos, e dez como cúmplices.
Nesta quinta-feira, a promotora Abigail Saba concedeu entrevista à Fox Sportse explicou a decisão tomada pela promotoria boliviana. Segundo Saba, as investigações continuarão até que se prove a real participação de cada um dos brasileiros detidos.
‘A nossa decisão, baseada na documentação apresentada, vamos denunciar formalmente os 12 brasileiros pelo delito de homicídio. Dois como autores e os outros como cúmplices. Estamos em uma fase preliminar, falando formalmente somente por supostos indícios. Posteriormente, o Ministério Público vai mostrar com certeza a participação dos presos. Agora, não podemos falar da sanção, mas no código penal ela vai de cinco a 20 anos pelo delito de homicídio’, afirmou.
Mais cedo, os torcedores corintianos convocaram a imprensa para tentar esclarecer o incidente em Oruro na última quarta-feira. ‘Soltaram o sinalizador no jogo, acertou uma pessoa e ocorreu o óbito de um jovem de 14 anos. Foi um fato lamentável, uma fatalidade, lamentamos muito tudo isso. Mas não viemos para a Bolívia para causar confusão. Viemos para incentivar o Corinthians e ver o jogo’, disse um dos presos, alegando ser uma espécie de porta-voz dos brasileiros detidos.
Enquanto o ?líder? dos brasileiros se pronunciava, outro detido gritou ao fundo reclamando de ‘humilhação’. O porta-voz retomou a fala e tentou tranquilizar familiares e conhecidos. ‘Estamos presos, mas com a integridade física e tudo tranquilo, nada demais. Apenas detidos, passando frio e fome, o tipo de coisa normal para quem está detido’, contou o corintiano.
O torcedor garantiu que grande parte dos que estavam presos não estavam dentro do estádio do San Jose. ‘A polícia pegou 12 pessoas e nenhum de nós reagiu. Queriam conversar, ver o que aconteceu, mas a maioria não estava no estádio. Só tem duas pessoas aqui que estavam no estádio e não viram o que aconteceu porque estavam do lado oposto de onde dispararam. Somos 12 presos injustamente. Pedimos às autoridades brasileiras e ao governo que intervenham e nos ajudem a resolver a situação. Somos 12 pessoas que não têm nada a ver com o fato ocorrido’, finalizou o porta-voz.