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Após apelação, defesa de corintianos presos diz: ‘Chances são pequenas’

Danilo Vieira Andrade

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Torcedores do Corinthians estão presos desde o último dia 20 de fevereiro (Foto: Diego Ribeiro)

As chances de os 12 corintianos presos na Bolívia pela morte do garoto Kevin Beltran Espada, de 14 anos, serem liberados nesta semana, após resposta da Justiça à apelação feita pela defesa são muito pequenas. Pessimista, o advogado Miguel Blancourt espera uma decisão quarta ou quinta-feira.

– A informação que tenho é que a apelação foi nesta segunda-feira para o Tribunal Superior. Mas com essa apelação vejo poucas possibilidades de os torcedores serem liberados. Sinceramente, eu acho que as chances são muito pequenas – disse o advogado boliviano responsável pela defesa dos corintianos.

Esses 12 torcedores estão presos desde o último dia 20 de fevereiro, quando Kevin morreu após ser atingido por um sinalizador disparado pela torcida corintiana, no empate por 1 a 1 do Timão com o San José, no estádio Jesus Bermudez, em Oruro, na primeira rodada do Grupo 5 da Libertadores da América.

Dias depois da prisão dos torcedores, o menor H. A. M., de 17 anos, membro da Gaviões da Fiel, compareceu à Vara da Infância e da Juventude, em Guarulhos, para confessar que tinha sido ele o autor do disparo de sinalizador que atingiu Kevin. Ele estava na caravana corintiana à Bolívia, mas preferiu depor no Brasil.

Com a confissão do adolescente, a defesa da Gaviões da Fiel esperava conseguir a liberação dos corintianos em Oruro. Mas como o processo tramita na justiça boliviana, há certa burocracia para o envio da confissão do garoto. É um processo demorado, porque envolve muita gente. – Estamos tentando de todas as maneiras acelerar a chegada desse depoimento na Bolívia. Acreditamos que com esse documento nossas chances de liberar os 12 corintianos aumentam, mas não posso garantir nada. A realidade é que é muito difícil a justiça boliviana aceitar – acrescentou Blancourt.

Na apelação, a defesa dos corintianos presos na Bolívia contesta alguns pontos do inquérito e tenta, ao menos, que eles respondam ao processo em liberdade. Há três cenários: ficar em prisão domiciliar em Oruro, responder livre sem poder sair da Bolívia ou voltar ao Brasil e se apresentar sempre que solicitado pelos bolivianos.

Source: Globe Sport