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Rebelo e consultor da ONU defendem novo calendário do futebol brasileiro

Danilo Vieira Andrade

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O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e um consultor da ONU defenderam, nesta quinta-feira, mudanças no calendário do futebol brasileiro. Ambos citaram o fato de que a maior parte dos clubes do país passam mais de metade do ano inativos, sendo que apenas 100 têm jogos durante toda a temporada, já que participam das quatro divisões do Campeonato Brasileiro.

Rebelo aproveitou bate-papo promovido pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) para dizer que conversa com a CBF sobre a possibilidade de mudança, lembrando de todas as desvantagens também da temporada diferente da europeia.

‘Há parte dos clubes que jogam três meses por ano e depois passam nove sem disputar uma competição. Há uma queixa de outra parte dos clubes por conta de um calendário acima do europeu, que expõe jogadores a lesões. Há quem queira folga no calendário para fazer pré-temporada e excursão ao exterior’, observou o ministro. ‘O governo tem interesse em participar da discussão e racionalizar nosso calendário, para que ele torne a vida econômica e a exposição das marcas de nossos clubes algo mais competitivo em relação ao futebol europeu’.

Já Pedro Trengrouse, consultor da ONU e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), observou que o Brasil precisa aproveitar a Copa do Mundo do ano que vem para alterar o calendário. E a Fifa poderia ter um papel importante nesse processo, pois ela teria condições de reunir os interessados na mudança.

‘A Fifa tem condições de discutir o calendário que atrofia a base da pirâmide do futebol nacional. A Fifa precisa chamar a Conmebol, a CBF, as federações e os clubes para discutir o calendário do futebol brasileiro aproveitando que a Copa do Mundo está aí, que vai parar o calendário no ano que vem’, disse Trengrouse, ao canal SporTV.

Nem Rebelo e nem Trengrouse, no entanto, deram indicações de qual modelo poderia ser adotado. O ministro do Esporte, porém, sugeriu a criação de uma liga de clubes no Brasil, nos mesmos moldes adotados em alguns países da Europa.

‘Sou favorável à criação de uma liga dos clubes. Onde houve a criação, houve um aproveitamento muito melhor das potencialidades dos clubes, das marcas, dos torneios que eles disputam. Acho que os clubes brasileiros deveriam organizar uma liga, lutar pelos seus direitos. A CBF cumpre seu papel de regulamentação do futebol, cuida da seleção brasileira, e os clubes deveriam cuidar melhor dos seus interesses’, explicou Rebelo.

Foto: Placar

Source: Third Time