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Gil lembra isolamento e atrasos polêmicos na França e vê ano da afirmação

Danilo Vieira Andrade

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Gil destoou de grande parte dos companheiros do elenco e fez ótima temporada no Corinthians | Simon Plestenjak/UOL

O Corinthians anunciou três contratações de peso para 2013: Alexandre Pato, Renato Augusto e Gil. Apesar da fama e status de craque dos dois primeiros, foi justamente o terceiro, desconhecido de grande parte dos torcedores, quem convenceu e se tornou titular incontestável na equipe de Tite durante a temporada.

Depois de duas temporadas e meia sem grande sucesso no Valenciennes, da França, o zagueiro de 26 anos e passagem pelo Cruzeiro desembarcou no Corinthians por cerca de R$ 9 milhões e convenceu, apesar da campanha irregular do time.

As notícias que vinham da França era que Gil se tratava de um jogador técnico e de boa qualidade, mas que costumava dar problema fora de campo, com atos de indisciplina, como atrasos recorrentes na reapresentação após as férias. O zagueiro se defende.

‘Eu atrasava sim, mas sempre com a permissão do presidente, que me autorizava a ficar alguns dias a mais no Brasil. Mas como era tudo acertado de boca, sem algo oficial, ficava fácil para ele falar. Pegava mal para mim porque não tinha provas’, lembra o defensor em entrevista ao UOL Esporte.

Gil admite que os primeiros meses na França não foram fáceis e que a distância da família e do filho pequeno, Carlos Gilberto, atrapalhava.

‘Tive dificuldade porque quando cheguei não tinha nenhum brasileiro no elenco, sentia falta de um intérprete e isso me atrapalhou muito. Por isso não queria ficar lá. Mas aprendi muito no período que vivi na França’, afirmou.

O zagueiro revela que conseguiu deixar os problemas no passado e atingir o nível de atuações no Corinthians respaldado pela ajuda dos companheiros, a confiança da comissão técnica e, principalmente, por ter o filho por perto.

‘Agora ele está sempre comigo, a família toda por perto. Sempre que tem uma folga vou para Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro) ficar perto dos amigos, Isso ajudou muito. E fui bem recebido desde o começo, a readaptação ao país foi ajudada pelos jogadores e comissão técnica’, afirmou.

Gil é o atleta com o maior número de jogos no ano, com 68 no total, com apenas quatro cartões amarelos e um vermelho, e média de apenas 0,8 falta por jogo. O dado negativo é que ele ainda não balançou as redes.

Um dos melhores jogadores do clube na temporada, Gil ainda aguarda uma convocação para a seleção brasileira. O zagueiro admite que o grupo de Luiz Felipe Scolari está praticamente fechado, mas mantém as esperanças e não se sente injustiçado.

‘De jeito nenhum, quando o Felipão convoca, ele sabe muito bem o que está fazendo. Prefiro não pensar muito e focar no meu trabalho no Corinthians. Sempre falo que tem que estar bem no clube para ser lembrado e é isso que tento fazer’, finalizou.

Source: UOL