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Rosenberg sees the evolution of football, calls C13 "croto" and criticizes Palmeiras

Danilo Vieira Andrade

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Vice-presidente de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg foi convidado para, na tarde desta terça-feira, discutir no Business FC 2013, fórum de futebol realizado em São Paulo, a possibilidade da criação de um “superclube brasileiro”. Ao comentar a atual situação do futebol brasileiro, o dirigente não poupou opiniões fortes e sinceridade: elogiou a evolução do quadro geral, chamou a Conmebol de “desastre latino”, criticou o arquirrival Palmeiras e colocou como exemplo de avanço a “destruição” do Clube dos 13.

“A coisa mais maravilhosa que aconteceu foi a destruição do Clube dos 13. A mais escrota das instituições do futebol brasileiro está eliminada. Tem muito desse ranço nas federações? Com certeza. Elas esqueceram que servem aos clubes e agora se servem deles, mas vamos tocar na medida em que as coisas cresçam”, afirmou o dirigente, um dos envolvidos no fim do C13, que congregava os principais clubes do País para questões em comum – principalmente na negociação pelos direitos de transmissão.

No final de 2011, o Corinthians rompeu com o grupo e anunciou que negociaria diretamente com as emissoras, abrindo mão da concorrência que daria à melhor proposta os direitos de transmissão. A Rede Globo fechou com o clube de Rosenberg, e o racha causado com isso – aliado justamente ao temor de que o time paulista fosse conseguir muito mais verba, abrindo brecha para um “superclube – acabou com o C13.

“É só se livrar dos Horcades (ex-presidente do Fluminense), do Euricos (Miranda, ex-presidente do Vasco) e aquele do Santos (Marcelo Teixeira, ex-presidente do clube), que acomodavam a situação fabulosa para o Fabio Koff (presidente do Grêmio e ex-presidente do C13), que você faz a mudança”, disse, em referência a grandes caciques do futebol nacional. Por conta disso, entre outros fatores, se mostrou confiante. “Não vamos modificar futebol de cima pra baixo, mas de baixo pra cima. Movimento está melhorando.”

O dirigente ainda disparou contra a Conmebol. “É um desastre latino”, resumiu. “Talvez a federação de um pequeno estádio do nordeste seja mais racional. O mais jovem lá (na Conmebol) tem 80 anos e é tratado como café com leite”, continuou. Também elogiou o Atlético-PR ao lado do presidente do clube, Mario Celso Petraglia, um dos participantes – completou o debate o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo. E criticou o arquirrival Palmeiras.
A crítica surgiu justamente após citar os atleticanos como um bom exemplo de administração. “E aí, se tem um clube que está aquém na maturidade politica e na manutenção é o Palmeiras. Agora está caminhando na direção correta com o Paulo Nobre (presidente), vai ter a sua arena e vai melhorar”, relativizou, sobre o arquirrival que, em 2013, disputou a Série B pela segunda vez em dez anos.

Para terminar, causou risos quando Eduardo Bandeira de Melo deixou o painel mais cedo por conta de compromissos no Rio de Janeiro. “Perdemos a representatividade com a saída do representante da segundo maior torcida do Brasil”, brincou. Há divergência sobre o fato de corintianos ou flamenguistas serem em maior número no País. O presidente do Flamengo, já fora do palco, sorriu com a brincadeira e não respondeu.

Source: Earth.