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Ano que vem promete ser diferente

Danilo Vieira Andrade

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O zagueiro, de 23 anos, costuma se dar bem contra os
atacantes no corpo a corpo | Daniel Augusto Jr/Corinthians
Cleber precisou ter muita paciência para jogar sob o comando de Tite. Contratado no fim de julho do ano passado, após uma longa novela, o zagueiro só foi estrear no começo de outubro. No próximo ano, a história promete ser diferente.

O ex-jogador da Ponte Preta foi elogiado por Mano Menezes nas primeiras reuniões do treinador com a diretoria e, ao que tudo indica, deve ser titular, ao lado de Gil, em 2014.

Assim, Paulo André, conhecido como Zica das Artes — por seu gosto por pintar quadros —, vai acabar parando no banco.

A mudança agrada à diretoria. Cleber custou R$ 6 milhões, valor considerado alto para um jogador ficar no banco — Guerrero, por exemplo, chegou ao Timão por R$ 7,5 milhões.

“Não tenho muito a dizer, pois o Mano ainda nem começou o trabalho, mas, se ele precisar, estou à disposição. Todo jogador quer atuar, mas, se ele optar pelo Paulo ou por outro companheiro, vou apoiar do mesmo jeito. Só quero ajudar o Corinthians”, disse Cleber.

Neste ano, o zagueiro entrou em campo cinco vezes — ficou no banco em outras 19 oportunidades — e marcou um gol.

Físico/ Paulo André teve boas atuações ao longo da temporada. O fato de o Corinthians terminar o Campeonato Brasileiro com a melhor defesa, com apenas 22 gols sofridos, tem muito a ver com a participação dele. Mas o que o deixa para trás na briga por posição com Cleber é sua condição física.

Paulo sempre precisa de alguns dias a mais para se recuperar fisicamente depois de uma partida e também costuma sentir lesões musculares.

Neste ano, o Zica das Artes entrou em campo 56 vezes, enquanto Gil, seu companheiro na zaga alvinegra, foi titular do Corinthians em 70 partidas.

PONTOS FORTES DE CLEBER

Bom preparo físico e poucas lesões
Desde os tempos de Ponte, Cleber, de 23 anos, esbanja preparo físico. Tem boa explosão muscular, arranque e não costuma perder para os atacantes na corrida. Sabe aproveitar os lances de corpo a corpo com os rivais. Além disso, pouco se machuca.

Bolas aéreas na defesa e no ataque
Mesmo não sendo muito alto — mede 1,83 m —, tem boa impulsão e ajuda bastante nas jogadas aéreas dos rivais. Também costuma aparecer bem no ataque. Marcou um gol de cabeça no ano.

Raça e vontade não faltam para ele
Cleber conquistou a torcida nos primeiros jogos por sua vontade em campo. Contra o Flamengo, até encarou Elias, ídolo da Fiel. Não sentiu o peso da camisa e entendeu a filosofia do clube.


Source: Diary of São Paulo